Comunicação Inteligente

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domingo, 25 de setembro de 2011

Os pais de cada signo do zodíaco

Nada como um bebê para amolecer o prático coração do capricorniano. O taurino terá um prazer enorme em participar da montagem do quarto do filho. Já o aquariano será um pai criativo, bem diferente do convencional. A astróloga Sílvia Bacci, de São Paulo, traçou especialmente para o site do bebê o perfil de todos os pais do zodíaco. Confira!




O pai de Áries

Nenhum pai do zodíaco será tão rápido para chegar à maternidade quanto o ariano. Ele tem um verdadeiro complexo de piloto de Fórmula 1 e esta é a oportunidade ideal para colocar esse seu lado em prática. O pai de Áries é um entusiasta por natureza. Apaixonado pela vida, ele poderá ser tão ou mais criança que seu filho. Isto quer dizer que ele é divertidíssimo, mas às vezes entrará em competição com o bebê. Não leve a mal, a essência de Áries é bastante focada no “eu”. Ele demora um pouco a entrar no ritmo do “nós” e a colocar as necessidades do grupo familiar antes das dele. Brincadeiras vigorosas são com ele mesmo. O ariano gosta jogar o filhote para cima e fazer com ele acrobacias que, no início, podem deixar você em estado de choque. Depois, concordará que os bebês gostam de um pouco de adrenalina e não ficará tão nervosa. Mas talvez prefira não olhar enquanto ele estiver fazendo isso. 
O pai de Touro

Ao ser pai, o taurino vê reforçadas as suas preocupações com estabilidade e segurança financeira. Ele vai trabalhar incansavelmente para dar tudo o que for preciso ao bebê. Muitos homens de Touro têm talento para arquitetura, design e marcenaria. Ele terá um prazer enorme participar da preparação do quarto do seu filho, criando uma peça da mobília ou instalando o lambri na parede. Talvez o caseiro taurino prefira não sair muito enquanto o bebê ainda for pequeno, para evitar aquelas choradeiras durante os passeios, perturbando o sossego que ele tanto aprecia. Mas assim que for possível, seu pequeno conhecerá os melhores restaurantes, já que o pai de Touro adora comer bem e você estará entretida demais com as fraldas e tudo mais para caprichar sempre no cardápio. O bebê terá à sua disposição um colo seguro, generoso e aconchegante, sempre que buscar o papai taurino. 

O pai de Gêmeos

O geminiano é muito jovial e tem ares de menino, seja qual for a sua idade. Seu bebê tem um pai que às vezes parecerá um irmão. Esse jeito de “Peter Pan” faz com que ele não queira se envolver profundamente com o lado pesado das responsabilidades da paternidade. Você consegue mais participação dele valorizando os aspectos divertidos do dia-a-dia do bebê e despertando sua curiosidade. Ele adora falar com o filhote, podendo se revelar um verdadeiro tagarela, se conseguir sorrisinhos em resposta ao seu discurso. O pai de Gêmeos é um especialista em encontrar novidades em termos de brinquedos, livros e técnicas para estimular o desenvolvimento do bebê. Se for um geminiano típico, esse pai é agitado e não vai agüentar ficar muito tempo em casa, esterilizando mamadeiras. Ele precisa de movimento e de contato com pessoas e espera poder levar você e o bebê junto. 
O pai de Cancêr

Os cancerianos têm muita sensibilidade e uma facilidade para transitar no universo doméstico que os torna excelentes pais. Seu instinto os guia na resolução das questões do cotidiano infantil. Isto se tornará especialmente útil se você for uma mãe do tipo “desligada” ou muito prática. Seu filho encontrará o equilíbrio nessa diferença entre você dois. Não entre em competição com o canceriano sobre quem é mais competente em relação ao bebê, nem sinta ciúmes. Você é privilegiada por ter ao seu lado alguém tão especial. Coloque em prática algumas das sugestões dele e converse com jeitinho sobre aquelas que não acha tão boas. Ouça com atenção as idéias da mãe dele, mesmo que não concorde com tudo. É muito importante para o canceriano que a família dele possa participar da vida do bebê, e não apenas da sua. Aproveite para dormir um pouco enquanto ele fica com o pequeno. Seu pimpolho não poderia estar em um lugar mais seguro e acolhedor do que no colo do papai canceriano. 

O pai de Leão

Mesmo quando é tímido, o pai leonino é vaidoso e orgulhoso. Ele adora exibir seu herdeiro, pois se auto afirma com a paternidade. Ser pai é para ele uma renovação da própria força, uma oportunidade para exercer sua autoridade e um bom motivo para manter-se saudável. A generosidade deste pai pode ser manifestada em um presente sofisticado para você, que simbolize a importância que o nascimento do bebê teve para ele. Preste atenção. Por mais discreto que seja, o romântico homem de Leão envia sinais de que sente falta de um pouco de namoro e quer sentir-se de novo o primeiro em seu coração. Entre uma troca de fralda e uma mamada, lembre-se de elogiá-lo e perguntar sobre seu trabalho. Quando já não estiver mais amamentando, peça às vovós para ficarem com o bebê e convide-o para jantar fora. Você vai enchê-lo de entusiasmo e intensificar a relação a dois. 
O pai de Virgem

Se um virginiano típico se envolver na rotina do filho você poderá se surpreender com sua metodologia e praticidade. Ele é engenhoso e detalhista. Aproveite suas dicas sobre como trocar fraldas e como segurar o bebê na hora do banho. Ele visualizará os melhores lugares da casa para organizar os acessórios infantis, desde as miudezas, até os verdadeiros trambolhos, como o carrinho de passeio, a banheira e os brinquedos de grande porte. Se o espaço disponível não for suficiente, talvez ele faça um plano de redução de gastos e passe a economizar para comprar uma casa maior. Ele tem uma incrível paciência para consertar os mais complicados brinquedinhos. Mais do que qualquer outro pai, ele acompanha atentamente os números do crescimento do bebê e lembrará as datas nas quais ele atingiu novas etapas do seu desenvolvimento. 

O pai de Libra

O libriano, acostumado à confortável vida a dois pode se chocar com a drástica mudança de ter um bebezinho em casa. Ele adora ser pai, mas sente saudades da antiga vida do casal, já que agora as necessidades do bebê vêm em primeiro lugar. Aos poucos, sua charmosa casa vai perder aqueles delicados bibelôs e lembranças da lua-de-mel e terá bichinhos de pelúcia espalhados por toda a parte. O libriano se adapta melhor à vida de pai se você incentivar seu espírito colaborador. Não o deixe de lado e não questione sua competência. Ele gosta de se sentir parte importante da parceria com você, nesta grande empreitada que é ter um filho. Nenhum pai terá tamanho talento para estabelecer comparações. Isto será útil na hora de escolher o pediatra, o berçário e a babá. Aproveite seu tato e diplomacia e deixe que ele fale na hora de negociar preços ou de fazer reclamações, principalmente quando você estiver nervosa. 
O pai de Escorpião

O homem de Escorpião tem uma natureza complexa, que combina força de caráter a uma profunda sensibilidade, que prefere não demonstrar, na maioria das vezes. Ao se tornar pai, ele sente uma emoção intensa e um comprometimento maior com a vida. Se for um escorpiano típico, irá atrás de uma série de respostas sobre os cuidados com o bebê, pois gosta de se aprofundar nos temas que lhe interessam. Ele encara bem a transformação da vida familiar. O mais difícil é administrar consigo mesmo a falta de controle sobre as situações. O pai de Escorpião precisa poder tomar algumas decisões em relação à rotina do filho e ter sua opinião valorizada. Caso contrário, ele se sentirá excluído e poderá, inconscientemente, tornar-se irônico e sarcástico. Outro fator importante para a harmonia a três é a retomada, pouco a pouco, da sensualidade do casal.
O pai de Sagitário

Este pai será o primeiro a pensar em ter um passaporte para o bebê. Talvez ele apareça em casa com uma mala de tema infantil ou com uma mochila enorme, na qual você poderá acomodar todo o arsenal infantil para passeios e viagens. O pai de Sagitário quer movimento e aventura. E por que não levar a família junto? Talvez vocês precisem negociar um pouco. Os passeios não serão tão radicais no início. O rafting dará lugar às fazendinhas. A trilha para a cachoeira será substituída por uma praia tranqüila. Ele perceberá que também é divertido fazer castelos de areia com seu pequeno e ficará feliz em poder proporcionar momentos ao ar livre à família. A chegada do bebê pode motivá-lo a reformar a casa para ampliar o espaço ou “aumentar a família”, comprando um animal de estimação. Ser pai também pode inspirá-lo a crescer intelectualmente, cursando uma pós-graduação ou aprendendo um novo idioma.   
O pai de Capricórnio

Nada como um bebê para amolecer o coração do prático capricorniano. Sua objetividade em alguns momentos não servirá de nada para ajudar a cuidar do seu filho, mas em muitos outros será fundamental. O papai de Capricórnio é o primeiro a notar quando a família começa a gastar demais, deslumbrada com a chegada do pimpolho. Ele provavelmente já havia previsto essa possibilidade, ao fazer o orçamento familiar e deve ter um plano de ação emergencial para cortar despesas supérfluas. A vida ganha um colorido diferente quando o capricorniano é pai. Sério por natureza, ele tem a possibilidade de rejuvenescer estando em contato com o bebê. Talvez ele tenha assumido responsabilidades muito cedo e não tenha se divertido tanto na infância. Agora, tem a possibilidade de proporcionar toda a alegria e diversão ao pequeno que acaba de chegar e a si mesmo, na aventura da paternidade. 

O pai de Aquário

O pai aquariano é bastante diferente dos outros. Ele provavelmente nunca lembrará ao certo qual é o peso e o comprimento do bebê, mas perceberá sutilezas no comportamento e no olhar do seu filho, que talvez nem você mesma tenha notado. Não queira que ele seja um pai convencional. Aproveite sua inventividade. Talvez o seu bebê ganhe o quarto mais original do planeta e você ganhe livros sobre métodos modernos de educação ou tratamentos homeopáticos para crianças. O aquariano típico tem espírito comunitário e é democrático. Ele tem tudo para entender a sua necessidade de manter a própria vida, mesmo depois da maternidade. Terá prazer em ajudar a cuidar do filhote, desde que possa fazê-lo do seu jeito. Ele pode inventar formas nada convencionais para fazer o bebê dormir ou comer. Deixe-o livre. Seu filho terá o pai mais criativo do mundo e você dará boas risadas.

O pai de Peixes

O pai pisciano vive, com a chegada do bebê, um sentimento duplo. Ser pai é um sonho que se realiza, envolvendo totalmente a sensibilidade deste homem especial e que, ao mesmo tempo, o faz encarar as responsabilidades do mundo concreto, algo que nem sempre é fácil para ele. O pai de Peixes não usa métodos rígidos para cuidar do bebê, pois é guiado pela percepção e pelo instinto. O pisciano bem-resolvido tem uma grande capacidade de doação e consegue abrir mão de algumas vontades suas em nome da nova rotina familiar. Não se aproveite desta característica exigindo uma dedicação integral, ou ele ficará saturado. Este pai precisa de momentos de privacidade, mesmo que seja para dar uma simples volta no quarteirão e “pensar na vida”. Ao ficar um pouco sozinho, ele retomará seu equilíbrio e voltará morrendo de saudades de você e do seu amado bebê.

sábado, 24 de setembro de 2011

Sucesso na amamentação

O site do Bebê acompanhou, com exclusividade, a mesa redonda “O desafio da mulher do século XXI e a Amamentação”, promovido pela Maternidade Pro Matre Paulista, em São Paulo. Fique por dentro das dicas preciosas dos experts para acertar no momento de nutrir seu pequeno

Sucesso na amamentação

A comunidade médica e os veículos de comunicação cumprem, com excelência, seu papel de divulgar o coro da Organização Mundial de Saúde em prol do aleitamento materno exclusivo, por livre demanda, até os seis meses de vida da criança. Mas, infelizmente, “apenas 20% dos bebês continuam mamando ao final do primeiro semestre”, lamenta o neonatologista Paulo Pachi, professor da Santa Casa de Misericórdia, em São Paulo. Uma série de fatores deve colaborar para a viabilização do objetivo preconizado pela OMS: uma produção de leite adequada, a pega correta da mama pelo recém-nascido e a disponibilidade da mãe, entre outros. Justamente para assegurar esse conjunto de condições favoráveis, alguns dos mais renomados especialistas do país se reuniram para divulgar informações que facilitarão o momento de dar o peito, proporcionando vínculo, tranqüilidade, saúde e prazer à mamãe e ao bebê. De cara, Paulo Pachi disparou uma série de argumentos irrefutáveis para convecê-la, de vez, a se comprometer com esse ato de amor: “O leite materno carrega anticorpos que previnem infecções comuns, diminuindo o risco de mortalidade infantil”, garante. “Também há evidências de que o alimento melhore a capacidade cognitiva, reduza a incidência de doenças crônicas, além de proporcionar nutrição na medida certa, o que derruba os riscos de obesidade”, completa. A mulher também sai ganhando, ao amamentar. “O procedimento favorece a involução do útero, o retorno ao peso anterior ao da gravidez, previne sangramentos no pós-parto, câncer de mama e de ovário”, avisa Paulo Pachi. Sem contar que induz a produção de endorfinas pelo cérebro, substâncias por trás do relaxamento e do bem-estar e confere efeito contraceptivo natural. Isso porque a prolactina, hormônio que estimula a fabricação do leite, inibe o processo de ovulação, dando uma pausa na fertilidade. Para que mãe e filho consigam desfrutar de tantos benefícios, é necessário adotar alguns métodos, que você confere, a seguir.

Para um início bem-sucedido
Nunca é demais reforçar que o aleitamento deve ocorrer sob livre demanda, sem limite de tempo de mamada e frequência. Já na primeira hora de vida, é importante que o recém-nascido seja colocado no seio da mãe, para se habituar à sucção e estimular a produção de leite. “Os primeiros 14 dias são cruciais porque determinam o aprendizado da mãe e da criança”, diz Pachi. Por isso, ele alerta que suplementos, assim como bicos e mamadeiras, devem ser evitados, porque favorecem o desmame precoce. Uma boa orientação sobre técnicas de amamentação, ainda na maternidade, também é indispensável. Outros truques tornam esse momento mais confortável e aumentam as probabilidades de o pequeno ficar bem nutrido e satisfeito:

-Evite agasalhar demais o bebê. O excesso de calor pode incomodá-lo, na hora de sugar o seio
-A mãe deve permanecer sentada, em posição confortável, com o corpo do bebê voltado para ela, tórax com tórax
-Assegure-se de que o corpo e a cabeça do pequeno estejam alinhados e que a mão inferior dele fique apoiada na sua cintura
-Segure a mama com a mão, em formato da letra C
-Estimule o lábio inferior do bebê com o mamilo, para que ele abra a boca e abaixe a língua
-Certifique-se de que a criança abocanhou o mamilo e que a aréola não esteja aparente
O queixo do pequeno deve tocar a mama, seus lábios devem permanecer curvados para fora, em formato de “peixinho”
-Procure beber cerca de 3 a 4 litros de água por dia. O líquido é a matéria-prima para a fabricação do leite

Tem alguma coisa errada...
A enfermeira neonatologista Luciane Santos, da Pro Matre, alerta para alguns indícios de que a amamentação não está fluindo como deveria.
“Quando as bochechas do bebê formam covinhas ou ele emite ruídos durante a sucção e deglutição, é sinal de que a pega não está correta”, avisa.
“Mamas deformadas ou esticadas durante o aleitamento, dor, estrias vermelhas ou áreas esbranquiçadas nos mamilos também merecem atenção”, continua. Para evitar traumas na mama, Luciane ensina que não é indicado interromper a mamada bruscamente. “Posicione seu dedinho no canto da boca do bebê, para que ele solte o seio naturalmente”.

O momento da separação
Chegou a hora de tocar em um assunto que tira o sono de muitas mamães: o fim da licença-maternidade. Por mais doloroso que pareça se afastar do bebê, esse momento não precisa ser carregado de traumas e sofrimento. Basta fazer um bom planejamento. “É essencial que a mulher tome todas as decisões em conjunto com o marido. Se o bebê vai ficar com a avó, com uma babá, na creche....”, aconselha a psicóloga Salete Arouca, de São Paulo. Uma adaptação gradativa, segundo ela, também ajuda a aplacar a insegurança e a ansiedade. “Antes de voltar a trabalhar, escolha alguns dias para dar uma saidinha e deixar o pequeno com o cuidador, retorne, e vá aumentando o período de separação”, sugere. É importante que a mãe se sinta segura, para que ela não transmita nenhuma apreensão ao filho, capaz de captar seu estado emocional. Por fim, organize, com antecedência, os horários das mamadas e das retiradas de leite.

Estoque de leite
Para armazená-lo, a ordenha pode ser manual ou elétrica. Só é necessário seguir, à risca, algumas precauções, para manter a qualidade do alimento.

-Mantenha o leite na geladeira por, no máximo, 12 horas
-No freezer, ele pode ser armazenado por 15 dias
-O aquecimento deve ser feito em banho maria, sem ferver, pois o processo faz com que perca suas propriedades

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Casamento depois dos filhos

Especialista ensina a resgatar a relação de marido e mulher, depois que o bebê nasce 



A chegada de um bebê muda tudo na vida do casal: a criança vira o foco da casa, o sono é alterado, a libido da mulher oscila. Mas, depois dos primeiros meses, é preciso retomar os papeis. A mulher não é apenas mãe, o homem não se tornou exclusivamente pai. Vocês ainda são um casal e, para ajudá-los nessa nova organização, conversamos com a psicóloga Beatriz Cardella, autora do livro Laços e nós, da Editora Ágora.

Quando o bebê nasce, é natural que a atenção da mulher se volte para esse novo ser. Como fazer o marido entender e participar desse período?
Sim. Ao longo de aproximadamente um ano, é natural que a mulher esteja em estado de devoção, para atender as necessidades do bebê e estabelecer o vínculo que será fundamental para o desenvolvimento da criança. O marido precisa assumir a posição de guardião da simbiose, protegendo mãe-bebê e autorizando essa ligação, sustentando suas próprias necessidades - que ficarão em segundo plano. Num segundo momento, será importante que ele reivindique atenção da mulher, para ajudá-la aos poucos a se abrir, pois isso também beneficiará o bebê.

Qual a importância de não virar só mãe e pai, não deixar de ser marido e mulher?
O casal vai precisar fazer muitos ajustes após o nascimento do bebê e, aos poucos, retomar sua intimidade, garantindo o lugar da relação e de tempos e espaços para cultivá-la.

O que, de prático, no dia a dia, o casal pode fazer para não deixar de ser marido e mulher? Reservar um tempo para ficar a sós, compartilhar seus sentimentos, desejos, receios, necessidades e se interessar pelo parceiro. O diálogo mantém a intimidade.

Quando a mulher deve se dar conta que passou do ponto, que deixou tudo de lado?
Quando seu bem-estar fica ameaçado, ou quando o parceiro já sinalizou repetidas vezes que tem sentido sua falta. Este é o momento de refletir e observar para ver se é preciso resgatar algumas posições.

Qual a importância de dividir tarefas no cuidado com o bebê, com a casa, com os outros filhos? Fundamental. O filho é dos dois. Assim como a mulher tem várias responsabilidades, o homem também. Compartilhá-las fortalece o casal e possibilita a cumplicidade, ou seja, o sentimento de que podem confiar e contar um com o outro.

Por que alguns casais lidam melhor com esse período pós-parto, brincam com a situação, enquanto outros se afastam e se entristecem?
O nascimento de filhos leva cada um a revisitar questões e conflitos da própria infância. Isso é inevitável e, dependendo de como cada parceiro lida com suas questões emocionais e relacionais, irá trazer para a situação atual o que não ficou bem resolvido no passado, como conflitos e sofrimentos. Se não houver disponibilidade em crescer ou até buscar ajuda, a relação poderá ficar abalada e, em alguns casos, sucumbir.
A maturidade emocional e afetiva é fundamental para ajudar a superar as enormes mudanças que o nascimento de um filho traz para o casal.

Apelidos como mãezinha, paizinho e falar de modo infantil influenciam negativamente o relacionamento?
A questão é de onde parte o apelido. Se partir de uma redução do outro ao papel de mãe e de pai, a intimidade do casal como homem e mulher foi estilhaçada. Aqui vemos claramente como problemas antigos passam a interferir na vida do casal.

Como lidar quando a mulher não sente vontade de retomar a vida sexual e o marido sente muita falta?
É preciso muita conversa e disponibilidade para compreender o outro. Existem muitas formas de aproximação, que podem satisfazer o parceiro, como carícias, que podem trazer prazer e intimidade, sem necessariamente haver penetração. É importante namorar, se aproximar e se o sexo surgir, deixar acontecer naturalmente. O pior que pode acontecer é cobrar o parceiro ou a parceira. Cobrança provoca distância. Se o homem tem necessidade, deve expressá-la a sua mulher e se aproximar carinhosamente, independente de haver sexo ou não.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

30 Semanas

O instinto de preparar o ninho geralmente chega quando a mulher se aproxima da data prevista. Você pode estar anciosa para limpar e decorar, mas, embora seja natural querer uma casa perfeita para o bebê, não se esgote. O trablho, a locomoção e as constantes consultas pré-natais provavelmente se tornaram um esforço muito maior agora. Se precisar com certa frequência parar e descançar, ouça seu corpo e faça exatamente isso.

É recomendável que você e o seu bebê durmam no mesmo quarto pelo menos até os primeiros 6 meses, mas muitos futuros pais gostam de já preparar o quarto do bebê. De início, ele pode ser usado para guardar as roupas do bebê e quaisquer presentes que vocês ganharem. Também pode usá-lo para amamentar e para preparar a área de troca de fraldas.
Os brechós geralmente vendem equipamentos usados para bebês, e isso pode ser uma boa oportunidade para comprar alguns dos maiores itens com um preço reduzido. Se você comprar um moisés ou berço de 2ª mão, é recomendável uma boa limpeza e um colchão novo. Roupas, lençóis e toalhas que foram de um filho anterior são outra forma de economizar. Se este não é seu 1° bebê, você pode descobrir que tem mais ou menos tudo de que precisa, exceto os descartáveis, como fraldas, etc.
Embora seja bom estar preparada (e algumas vezes os bebês chegam mais cedo) lembre-se de que você não ficará trancada em casa para sempre, e não é necesário se preparar para um "cerco". Se você não tem algo, sempre é possível comprar depois que o bebê nascer, se ele precisar.

Enquanto isso... na nossa barriga:

 - No cérebro, células nervosas desenvolvem-se em áreas distintas e vão controlar funções específicas, como a memória e o moviemnto coordenado. Por enquanto, a rede neural é muito imatura. Elas estão se desenvolvendo, mas ainda não estão maduras o suficiente para ele sentir dor, temperatura ou tato.

- Você ainda sente muitos chutes fortes, embora o bebê esteja se movendo menos.

- A ponta do nariz do bebê ainda está arrebitada e a ponte está se tornando mais evidente.

- A bolsa aminiótica terminou de crescer e parou de formar células. Como as membranas da bolsa são muito elásticas, elas continuam a se estender enquanto o bebê cresce.
Como seu útero aumentou durante a gestação, a bolsa amniótica expandiu-se para acomodar seu bebê e o líquido amniótico. A partir de agora, no entanto, a bolsa semplesmente vai distender-se, em vez de formar novas células.
A bolsa amniótica é formada por 2 camadas distintas de mebranas, o "âmnio" - interno e o "córion" - externo. O córion de início tinha seu próprio suprimento de sangue, mas agora ele cessou. O âmnio, masi fino, pode deslizar sobre o córion, à medida que seu bebê o empurra. Nenhuma das camadas tem células nervosas: o que explica por que não dói quando as membranas se rompem, isto é, "a bolsa estoura". Juntas, as camadas tem apenas 0,5mm de espessura. Fibras de colágeno em cada camada possibilitam sua grande elasticidade - o que é vital nesses últimos meses, para evitar rompimento precoce das membranas. Na realidade, as membranas são tão resistentes a fragmentar-se, que elas não se rompem até os estágios finais de seu trabalho de parto.
Além de reter o líquido amniótico e servir como barreira contra possíveis infecções pelo colo do útero, as membranas contêm substâncias que formam prostaglandina. 
A prostaglandina tem papel importante no início do trabalho de parto, e este é um dos motivos pelos quais geralmente o trabalho se inicia quando as membranas se rompem.

domingo, 18 de setembro de 2011

Dez indícios de que algo não vai bem na escolinha do seu filho

Choro em excesso, reclamação, irritação... Tudo isso pode ser sinal de que a criança está com problemas na escola. Aprenda a investigar as manifestações mais comuns no comportamento infantil 


1. A criança sai da escolinha chorando todos os dias
É essencial reparar na carinha do pequeno na hora da saída. “Para entrar, é normal que reclame, por sentir preguiça ou apenas a falta dos pais. Mas o comportamento no momento de ir embora é mais importante para detectar anormalidades”, diz a psicóloga clínica Rita Romaro, de São Paulo.
Por isso, se ele sair chorando e se queixando, dia após dia, é preciso averiguar. É possível que haja algum conflito com colegas (sim, também existe bullying na primeira infância) ou até cansaço físico, caso a agenda esteja muito lotada.
Acredite quando seu filho conta as coisas, questione sempre e confirme a versão dele com os educadores. “Outra dica é visitar a instituição fora de hora ou chegar mais cedo para buscar a criança. Nesse momento, repare no comportamento de todos”, sugere Rita.

2. Reclama da professora todos os dias e mostra que não gosta dela
Em geral, as crianças – e os bebês – adoram as professoras. Por isso, é importante reparar em como seu filho se refere a elas.
Claro, é normal que eles se sintam contrariados, vez ou outra, com uma bronca ou um castigo, já que ninguém gosta de ser repreendido. Porém vale perguntar o que houve na escola, ficar atenta e mostrar para a coordenação que você quer ficar a par de tudo o que acontece.

3. Ao brincar, grita com as bonecas ou os bichinhos e os coloca de castigo a todo instante
É bem curioso, mas, segundo Rita, as crianças reproduzem, com os bonecos, o tratamento que recebem no dia a dia. Por isso, fique atento à forma como seu filho brinca. Se o vir gritando com os bonecos, batendo ou os colocando de castigo, pergunte calmamente: “Quem faz isso, quem grita assim?”
Então, converse com os professores, questione o que está acontecendo e pergunte se o comportamento de seu filho mudou na escola, como ele interage com os amiguinhos... Toda informação que você conseguir será útil. Prefira conversar pessoalmente, olhando nos olhos.

4. Nunca quer ir à escola
É comum que as crianças menores entrem chorando na escola – e isso nem sempre indica um problema, elas apenas sentem a falta dos pais. Mas, com 4 ou 5 anos, elas geralmente adoram ir à escola, pois associam as aulas a brincadeiras e aos amigos.
Porém algumas instituições de ensino têm forçado uma alfabetização precoce, propondo mais atividades do que a criança está preparada. Isso faz com que ela se sinta sobrecarregada e cansada e passe a reclamar bastante.
A culpa dessa carga excessiva de tarefas nem sempre está relacionada à escola em si ou aos professores. “Os pais também devem pensar em quantas atividades eles matricularam a criança para não exauri-la”, aconselha Rita.
Outro quesito que não pode fugir do controle dos pais é o horário de dormir: se a criança estuda de manhã, precisa deitar cedo. “Em geral, os pequenos precisam de dez horas de sono por dia porque se cansam mais do que os adultos”, avisa Rita.

5. Teve uma mudança brusca no comportamento noturno
Quando algo não vai bem, pode haver mudanças na rotina noturna de sono, com o aumento na frequência de pesadelos.
Mas essa alteração também pode ser atribuída a uma fase conhecida como terror noturno, comum nos pequenos. Porém todo sinal de anormalidade precisa ser investigado.
“Não basta culpar a escola. Fique atento também às suas atitudes. Se necessário, procure o professor e explique suas preocupações. Tenha-o como aliado”, diz Maria Fernanda.

6. Tem medo de contato físico
Esse sinal é grave e vale tanto para babás como para a escola. Quando a criança demonstra ter receio de contato físico ou se retrai e mantém a cabeça baixa a qualquer mudança do tom de voz, é sinal de que ela pode estar sendo maltratada, apanhando dos amiguinhos ou até dos educadores.
Então, é preciso ficar de olho, conversar com os responsáveis pela criança durante o dia. Para evitar situações assim, procure manter uma relação aberta com seu filho, perguntando todos os dias sobre o expediente escolar.
Além disso, dê preferência a berçários e escolinhas que divulguem imagens em webcam todo o tempo. Claro, seja tolerante, pois muitas vezes as crianças precisam ser repreendidas para respeitar os limites, mas nada justifica a agressão física.
“Outra coisa importante é participar da hora do banho, diariamente, para verificar eventuais manchas, arranhões e batidas. Geralmente, quando a criança cai na escola ou briga com o amiguinho, a professora marca na agenda com o intuito de avisar os pais”, diz Rita.

7. Não gosta de falar da escola nem dos amiguinhos
Se a criança está sofrendo bullying, ainda que seja na primeira infância, é normal ela não querer falar sobre o dia a dia nem sobre os amiguinhos. Nessa hora, é preciso questionar os educadores, participar das atividades que a escola oferece para verificar o comportamento dos outros alunos com seu filho.
Veja se ele é enturmado, se as outras crianças falam com ele, como eles brincam. Lembre: tenha os professores como aliados, pois eles podem passar informações que você não consegue perceber.

8. Está muito irritada
A irritação repentina costuma indicar sobrecarga. As crianças precisam de tempo para descansar à tarde e brincar. Quando elas têm muitas atividades, ainda que sejam saudáveis, como esportes, podem se sentir exaustas. Esse cansaço se reflete em irritação ou desânimo.
Outro ponto importante é saber que algumas mudanças no comportamento podem ocorrer devido à alteração na rotina. Afinal, antes a criança tinha o relacionamento restrito aos pais e aos familiares – que muitas vezes mimam e fazem suas vontades. Na escola, ocorre uma mudança brusca porque há limites e rotina. “A criança estranha isso. Pode levar um tempo para que se acostume”, diz Maria Fernanda.

9. Volta da escola com assaduras
Esse sintoma costuma aparecer principalmente nos bebês e indica que a higiene da criança não está sendo realizada a contento. Conte o problema aos professores. Certamente, eles irão prestar mais atenção e o incidente não se repetirá.
Quando acontece com crianças maiores, que vão ao banheiro sozinhas, os pais devem conversar com elas, auxiliá-las no banho e no banheiro, até que ela se sinta capaz de fazer a própria higiene de maneira satisfatória. Se precisar, peça ajuda aos educadores.

10. Não consegue desenvolver a fala
No período de adaptação, é comum que a criança se iniba e fale menos. “O problema não é com a escola, mas com a separação da mãe e com a mudança de ambiente”, assinala Rita.
Por isso, é importante que a transição seja feita gradualmente, deixando a criança apenas algumas horas por dia na escola, durante as duas primeiras semanas. Converse com seu filho, mostrando as vantagens de ir à escola. Em pouco tempo, tudo voltará ao normal.
A saber: “Quando a criança anda, circula e interage com diversos adultos em uma escola, fica difícil responsabilizar a instituição por um possível atraso na linguagem. Ela pode ‘ajudar menos’ do que poderia, mas não causar o atraso”, afirma Cecília Santana, fonoaudióloga especializada em patologia de linguagem e assessora na área de inclusão escolar. É importante também diferenciar a dificuldade de falar de timidez.

Os sintomas nos bebês
Em bebês novinhos, que acabaram de ingressar em creches e berçários, os indícios de problema são muito sutis. “Quando algo não vai bem, eles podem ter alteração no sono e irritação ou ainda apresentar um olhar vago, sem a tranquilidade de sempre”, diz Rita.
Avaliar a situação com a ajuda de um profissional ajudará a perceber o que está errado. 
Fontes: Rita Romaro, psicóloga clínica, de São Paulo, da clínica Rita Romaro, centro de psicoterapia e mediação (www.ritaromaro.com.br); Maria Fernanda Pereira Baccherini, psicóloga de São Paulo (http://mariafernandapsicologa.com.br); e Cecília Santana, fonoaudióloga do serviço de patologia de linguagem da Derdic (Divisão de Educação e Reabilitação dos Distúrbios da Comunicação) e assessora na área de inclusão escolar. 

sábado, 17 de setembro de 2011

O que fazer quando a assadura dá as caras

Elas representam um risco baixo a saúde, mas incomodam muito os bebês e atormentam os pais. Saiba o que fazer para evitar esse problema tão comum nos primeiros meses de vida dos pequenos e como proceder se as irritações começarem a aparecer. 
 
O que fazer quando a assadura dá as caras 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. O que é assadura?
É uma reação inflamatória da pele desencadeada pelo contato com substâncias irritantes produzidas por urina e fezes retidas na fralda. Não por acaso, também é conhecida como dermatite de fralda, um problema bastante comum em bebês. Diversas causas contribuem para o desenvolvimento da assadura - caracterizada principalmente por vermelhidão e irritação, que pode evoluir para descamações, erupções e até sangramentos, em casos mais raros. A umidade da fralda suja favorece a absorção das toxinas irritantes a pele do bebê. Já a fricção ajuda a esfolá-la. E tanto a falta da luz solar quanto o calor contribuem para a proliferação de alguns fungos intestinais, que também podem provocar assaduras. 

2. Como prevenir?
Evite o uso de lenços umedecidos para limpar o bebê. Prefira água morna e algodão. Pelo menos até os 9 meses, vale a pena deixar uma garrafinha térmica com água e um pote com algodão junto ao trocador. Lenços, somente quando for sair. Os cremes preventivos, a base de óxido de zinco, também são fundamentais para evitá-las, pois funcionam como uma barreira mecânica as substâncias causadoras da irritação. Passe em cada dobrinha sempre que trocar a criança, o que deve acontecer de oito a dez vezes por dia, nos bebês mais novos. Aliás, toda vez que for possível, procure deixar seu filho alguns minutos sem fralda. Se o bebê ainda mama no peito, é recomendável que a mãe evite alimentos muito ácidos ou condimentados. O mesmo vale para bebês que já ingerem sólidos. Frutas ácidas, como abacaxi, morango, laranja e pera, podem favorecer as assaduras. 
 
3. Devo usar fralda de pano ou descartável?
A fralda descartável é uma das grandes responsáveis pela redução da incidência de assaduras em bebês. Elas facilitam a vida dos pais ao eliminar as eternas lavagens e permitir que a criança permaneça com a peça por mais tempo. Mas, se as trocas forem frequentes, as fraldas de pano causam menos dermatites. É que elas deixam a região mais arejada e tendem a irritar menos a pele.  

4. Quando devo tirar a fralda da criança?
Cada criança tem sua etapa de desenvolvimento, e não existe regra para isso. Em relação ao problema das assaduras, o que se sabe é que por volta dos 2 anos, a criança passa a ter hábitos alimentares mais favoráveis as dermatites de fralda. A comida fica mais ácida e contribui para a liberação de substâncias irritantes a pele nas fezes e na urina. 
 
5. É verdade que meninas desenvolvem mais assaduras do que meninos?
Não, os riscos sãos os mesmos. Na verdade, a qualidade da higiene é mais importante do que o sexo da criança. Assim como a quantidade de dobras e o tamanho de sua superfície de contato. Não por acaso os bebês rechonchudos sofrem mais com o problema.  

6. O problema tende a piorar no verão?
Sim, o calor favorece a transpiração, principalmente onde o elástico da fralda aperta. O suor e a fricção podem levar a uma dermatite. As altas temperaturas também costumam abafar ainda mais as partes cobertas pela fralda, contribuindo para a multiplicação de fungos causadores de assadura. Mas é importante não confundir assadura com brotoeja, que são erupções associadas a problemas de transpiração. 
 
7. Todas as assaduras têm a mesma causa?
Trata-se de uma inflamação de causas diversas. Mas, em geral, o problema ou é causado pelo contato da pele com substâncias irritantes, em geral enzimas de fezes, ou por microorganismos, os fungos.  

8. Como se deve tratar cada uma delas?
Nos casos mais leves, o tratamento é o mesmo, independentemente da causa. Em primeiro lugar, lave bem a região com água morna e sabão neutro ao banhar o bebê. Durante as trocas de fralda, que devem se tornar ainda mais frequentes, faça a higiene com 120 ml de água morna e uma colher de sopa de bicarbonato de sódio. Procure não esfregar o algodão com muita força na hora da limpeza. Prefira batidinhas leves. Se for o caso, deixe eventuais excessos do creme de barreira, mas sem comprometer a qualidade da higiene. Antes de colocar a fralda, certifique-se de que o bebê está bem seco. Aliás, procure deixar a criança mais tempo sem fralda. Em casos mais graves ou persistentes, procure um médico. Ele pode prescrever pomadas específicas, como as antimicóticas, ou recomendar a troca do tipo ou da marca da fralda.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Cabelos lisos na gravidez

Barrigão e alisamento não combinam! Mas, fique fria e conheça truques infalíveis para domar os fios

Cabelos lisos na gravidez 














O obstetra foi claro. Escova progressiva? Não pode. Alisar? Nem pensar. E os argumentos dele foram mais claros – e convincentes – ainda. Sim, você fará o que for melhor para o bebê. Mas, se não aceita a ideia de trocar o time das lisas pelo das cacheadas, não precisa passar os próximos nove meses de mal com o espelho. A boa e velha escova feita com o secador não tem contraindicação e evoluiu (agradeça à tecnologia!). O uso de escova térmica e secador com íons negativos, por exemplo, fecha a cutícula dos fios e melhora a hidratação. “Isso diminui o arrepiado e intensifica o brilho”, afirma o técnico Augusto Moraes, da Ga.Ma Italy, em São Paulo. Os modelos com turmalina aumentam em dez vezes esse efeito, e os de cerâmica previnem o ressecamento. Também a nova geração de finalizadores conspira a favor dos lisos. Além de proteger do calor do se cador e da chapinha, eles facilitam a escovação e fazem o liso durar mais. “É só espalhar um pouco na palma das mãos e aplicar ao longo do comprimento e nas pontas”, diz a cabeleireira Cris Calçolari, do salão L’Officiel III, em São Paulo. É ela quem ensina a seguir como conquistar um liso duradouro, com cara de quem foi ao salão, sem pôr em risco a sua saúde nem a do bebê.

Escova que dura
O passo a passo para um cabelo liso e brilhante por quatro dias!

1. Lave os cabelos com xampu e condicionador específicos para o seu tipo
Assim, você evita que eles fiquem ressecados, o que dificulta o alisamento e deixa os fios esticados e feios.

2. Tire o excesso de umidade pressionando os fios com uma toalha macia
Se esfregar o tecido no cabelo, ele acabará todo arrepiado.

3. Com um pente fino, divida os cabelos ao meio e, em seguida, trace uma linha imaginária de uma orelha a outra, prendendo as mechas
Trabalhar uma pequena área de cada vez é mais fácil. E o ideal é começar pela parte de trás, na altura da nuca.

4. Deixe lisa a região da raiz posicionando perto do couro cabeludo uma escova pequena, com cerdas de dureza média
Em seguida, arraste-a com firmeza para o alto, esticando a mecha.

5. Para alisar os fios no sentido do comprimento, use uma escova grande e movimente-a na diagonal
O secador deve acompanhar a escova nesse trajeto. Direcione o bocal para o cabelo, mas mantenha um palmo de distância dos fios para não queimá-los.

6. Finalize com a prancha
Passe rapidamente o acessório em cada mecha – não pare no meio, porque a alta temperatura causa ressecamento, perda de brilho, alteração da cor, além de pontas duplas e espigadas. Repita três vezes em cada mecha, alternando-as. É preciso dar tempo para os fios esfriarem um pouco.

7. Não descuide da manutenção
Se fizer escova mais de uma vez por semana, adote xampu, condicionador e creme de pentear nas versões hidratantes. Troque o condicionador por máscara duas vezes por semana, aplique creme noturno a cada sete dias e faça mensalmente uma hidratação profunda no salão.

Cabelos lisos na gravidez
1. Style Masters Reset Control Bálsamo Alisante, Revlon, R$ 76,50. Disciplina os fios e aumenta o brilho
2. Flatliner Steek Osis+, Schwarzkopf, R$ 102. Com ativos resistentes a altas temperaturas, é ideal para usar com a prancha
3. S4U X’RebeL Optimal Smooth Control, Alfaparf, R$ 62,50. O finalizador protege 24 horas contra a umidade
4. Straight Works, Paul Mitchell, R$ 93. Confere brilho e auxilia no alisamento
5. Blow Out Balm Catwalk, Tigi, R$ 83,50. Doma os fios sem alterar o volume


Cabelos lisos na gravidez
6. Tratamento Preventivo PróV Liso Extremo, Pantene, R$ 9. Promete aumentar dez vezes a proteção dos fios contra o calor
7. Silk Result Straight Smoother, Joico, R$ 105. Facilita a secagem e desembaraça
8. Ativador para Escova Ravor, Nazca, R$ 12. Com silicone e proteína de trigo, diminui o volume
9. STY! Easy Brushing Leavein, Niasi, R$ 47,70. Facilita o alisamento
10. Stylist Series HeatProtective Silk Straightening Cream, Kiehl’s, R$ 79. Protege contra a umidade para que o liso dure mais tempo

Por que não pode?
Os obstetras têm bons motivos para proibir o uso de alisantes na gestação. Além do risco de causarem alergia, por causa da sen sibilidade aumentada da grávida, eles são nocivos ao bebê. A mais nova evidência disso vem da tese de mestrado do biólogo Arnaldo Couto, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, no Rio de Janeiro, publicada em julho e premiada como o melhor estudo do ano na área de cosmetotoxicologia pela Sociedade Brasileira de Cosmetologia. Após analisar 150 compostos de alisantes e tinturas, Arnaldo identificou 32 substâncias que, usadas no primeiro e no segundo trimestres da gravidez, aumentam em até três vezes o risco de leucemia aguda antes dos 2 anos. As escovas progressivas também não servem para você. “Muitas fórmulas ainda trazem formol, substância que já está proibida em cosméticos capilares por ser abortiva e cancerígena”, alerta a engenheira química Camila Cerdeira, da K.Pro Profissional, em São Paulo. Segundo ela, isso acontece porque algumas empresas não registram os produtos na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), justamente para que a composição deles não seja analisada. Como medida de precaução, a saída é descartar também esse recurso.