Comunicação Inteligente

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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Estou confusa com tantos conselhos sobre a posição do bebê dormir. Faz mal deixar meu filho de bruços?

A orientação dos especialistas é que você sempre coloque o bebê para dormir de barriga para cima -- seja para uma soneca curta no meio da tarde, seja à noite, e não importa se é na casa da avó, na escola ou na creche.
Por isso, oriente todas as pessoas que vão ajudar a cuidar do bebê que sempre o deitem de barriga para cima, seguindo também as regras de um ambiente seguro para o sono.
O motivo dessa orientação é prevenir a síndrome da morte súbita infantil, a morte inexplicada de bebês durante o sono.
Você provavelmente vai ouvir de parentes mais velhos que você, seus irmãos e todos os bebês da família dormiram de bruços e estão aí para contar a história, mas saiba que, depois da campanha para que os bebês parassem de ser colocados para dormir de bruços, a ocorrência da morte súbita caiu drasticamente.
A posição de lado, que costumava ser recomendada pelos médicos (existem até aqueles posicionadores de bebê, feitos de espuma), também já não é mais a orientação sustentada pelas pesquisas científicas. Mesmo que seu filho durma de barriga para cima, a cabeça dele vai ficar de lado, e aí ele não corre o risco de engasgar se regurgitar.
Por volta dos 6 meses, porém, muitos bebês começam a se virar para dormir de bruços no meio da noite. Se esse for o caso do seu filho, não precisa se apavorar. Continue deitando-o de barriga para cima na hora de dormir, e vire-o sempre que "pegá-lo" dormindo de bruços, mas é humanamente impossível ficar vigiando a criança a noite inteira -- você vai ficar maluca.
Tranquilize-se com a informação de que a morte súbita é mais frequente entre os 2 e os 4 meses de idade.
Outro ponto a favor de os bebês dormirem de barriga para cima são os indícios científicos de que a posição está relacionada a um número menor de infecções no ouvido e episódios de nariz entupido.

sábado, 1 de outubro de 2011

Quando posso começar a dar água ao bebê?

Bebês de 0 a 6 meses

Em geral, um bebê pequenininho não precisa tomar água. Até os 6 meses, há um consenso entre os pediatras de que NÃO se deve dar água para bebês que mamam no peito. Pode imprimir esta página, se quiser, para mostrar para todas aquelas tias e parentes preocupados porque você ainda não deu água para a "pobre criança".
O leite materno, além de todas as suas qualidades conhecidas, tem o teor de sais minerais inferior às formulas lácteas, o que o torna suficiente para uma boa hidratação, sem necessidade de água adicional. Nos dias mais quentes, o que ocorre é que aumenta a necessidade de o bebê mamar mais vezes (e, como consequência, a mãe precisa ingerir uma quantidade bem maior de água).
Para os bebês que tomam fórmula, as opiniões dos especialistas são divergentes. Há quem defenda que a água com que se prepara a fórmula já é suficiente. Outros pediatras, porém, lembram que essas fórmulas podem conter sódio (sal), e por isso vale a pena dar um pouco de água na chuquinha, mamadeira ou copinho, especialmente se estiver muito calor.
Antes de dar água ao bebê de menos de 6 meses, converse com o pediatra do seu filho. Lembre-se de que a água precisa ser filtrada, fervida e resfriada.
Bebês de menos de 6 meses têm estômagos pequenos. A água pode acabar saciando a criança e ocupando o lugar do leite. Além disso, o excesso de água (inclusive diluindo demais a fórmula em pó, quando se coloca mais água que o recomendado na embalagem) pode atrapalhar a digestão.
O mesmo vale para a oferta de chás, como erva-doce, camomila e cidreira. Eles são basicamente a mesma coisa que a água comum, podendo interferir na aceitação do leite quando oferecidos em excesso ou com muita frequência.
Em algumas situações -- como quando o bebê fica vomitando sem parar --, o médico pode recomendar que você dê um preparado especial para evitar a desidratação, como o soro caseiro ou soluções reidratantes vendidas em farmácias.

Bebês de 6 meses a 1 ano

Depois dos 6 meses, você pode dar água ao bebê quando ele estiver com sede, mas não exagere. Prefira dar alguns goles depois das refeições, principalmente se ele tiver comido papinha salgada.
Água demais pode acabar ocupando o lugar que deveria ser da comida no estômago.
 
Crianças de mais de 1 ano

Quando a criança faz 1 ano, você pode liberar a água. Ela já tem a alimentação parecida com a de um adulto, e pode tomar água o quanto quiser.
Dê bastante água nos dias quentes e secos para evitar a desidratação, e também sempre que ela estiver com febre.
Mas, claro, se você notar que seu filho toma um copão de água antes do almoço e depois não come nada, é melhor permitir só um golinho antes da comida e o resto depois.

domingo, 7 de agosto de 2011

Guia da troca de fralda

 
Com que frequência devo trocar a fralda do bebê?

É importante trocar a fralda do bebê várias vezes ao dia, porque o acúmulo da urina e a presença das bactérias nas fezes podem irritar a pele e provocar assaduras.
A regra geral é fazer a troca a cada mamada, antes ou depois dela, dependendo do que funcionar melhor para vocês, e sempre que o bebê tiver feito cocô.
Se seu filho for daqueles que regurgita bastante, ou tiver refluxo gastroesofágico, procure não trocar a fralda logo depois da mamada, porque toda a movimentação pode aumentar a regurgitação.
Nesse caso, capriche na pomada antiassadura e espere mais um pouco para trocá-lo, mesmo que ele tenha feito cocô.
O esquema de troca a toda mamada não vale para a noite, porque é melhor deixar o bebê dormir (a menos que fralda tenha vazado e a roupa esteja molhada, ou que ele tenha feito cocô e estiver com a pele irritada).
Os bebês fazem cocô várias vezes por dia, e fazem xixi de hora em hora, ou em intervalos de no máximo três horas. (Leia mais sobre o cocô do bebê, para saber o que é normal e o que não é.) Nem toda criança reclama quando está molhada, por isso não espere o bebê se queixar para trocá-lo.
As fraldas descartáveis costumam absorver bem a umidade, por isso é difícil avaliar se elas estão cheias de xixi ou não. Experimente colocar o dedo (limpo) dentro da fralda mais ou menos a cada duas horas, para ver se ela não está molhada demais. Ou sinta se a fralda parece "pesada".

Do que vou precisar a cada troca de fralda?

Antes de começar, lave bem suas mãos e veja se tem à disposição tudo o que vai precisar:

• Um lugar seguro para fazer a troca, com um trocador impermeável, de fácil limpeza

• Uma fralda limpa

• Um saco ou uma lata de lixo para jogar a fralda suja

• Algodão e água morna ou lenços umedecidos

• Fita crepe, se você for usar fralda de pano (ou alfinetes de segurança, no método à moda antiga)

• Pomada contra assaduras

• Uma troca de roupa limpa à mão para o caso de a fralda ter vazado, ou de acontecer algum "acidente" no meio da troca

• Um brinquedinho para atrair a atenção do bebê

• Se seu filho for menino, uma fralda de pano dobrada para usar como "escudo" contra eventuais banhos de xixi no intervalo em que o pênis dele ficar descoberto.

Como se faz a troca?

Para a fralda descartável:

1 - Solte as fitas adesivas da fralda e as dobre sobre si mesmas, para não grudarem no bebê, mas ainda não retire a fralda suja.

2 - Levante as pernas do bebê e dobre a fralda para debaixo dele, aproveitando para tirar a maior parte do cocô com a própria fralda.

3 - Se for um menino, coloque uma fralda de pano dobrada (ou um outro pano ou toalha) sobre o pênis do seu filho, para evitar uma chuveirada imprevista.

4 - Limpe a parte da frente do bebê com um algodão embebido em água morna ou com um lenço umedecido. Nas meninas, limpe sempre da frente para trás, para não deixar as bactérias das fezes entrarem na vagina.

5 - Levante as pernas do bebê e limpe bem o bumbum dele.

6 - Tire a fralda suja debaixo dele e coloque a limpa. A parte com as fitas adesivas deve ir embaixo do bumbum do bebê. Tente deixar a parte entre as pernas bem esticada.

7 - Passe um creme antiassaduras na parte da frente e no bumbum. Esse tipo de pomada costuma ser grudento, então aproveite e limpe o seu dedo na própria parte de dentro da fralda, antes de fechá-la.

8 - Feche a fralda limpa com as fitas adesivas, deixando-a justa, mas não apertada. Se você colocar o pênis do seu filho para baixo, evita vazamentos por cima da fralda. Mas há meninos que se sentem mais confortáveis com o pênis para cima. Verifique os elásticos das pernas para ver se não estão dobrados para dentro.

9 - Enrole a fralda suja numa bolinha, feche com as fitas adesivas e a jogue no lixo, de preferência dentro de um saco plástico, se tiver cocô, para isolar o cheiro.

10 - Vista o bebê e lave bem as mãos. Pronto!

Quando você pegar prática, a troca vai virar uma coisa automática. E não vão faltar oportunidades de treinar, já que o bebê vai precisar de cerca de oito trocas por dia no comecinho.

É verdade que a fralda de pano está voltando à moda?
 
Em países desenvolvidos, alguns casais estão promovendo um revival das fraldas de pano, alegando que elas são mais baratas e não agridem tanto o meio ambiente quanto o plástico e os detritos das descartáveis.
Existem fraldas em formatos anatômicos, reutilizáveis, com estampas bonitinhas e que se fecham com velcro, que podem ser encontradas em alguns lugares do Brasil. Há quem afirme também que as fraldas de pano causam menos assaduras, e existem bebês que sofrem com alergias às fraldas descartáveis.
Se você considera experimentar as fraldas de pano, só precisa ficar mais atenta ao número de trocas, já que elas ficarão molhadas e poderão incomodar o bebê com muito mais frequência.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Pais e amamentação

Antes de o bebê nascer, muitos futuros pais dizem categoricamente que vão querer que as mulheres não só amamentem os filhos, mas que também o façam pelo maior tempo possível. E, levando-se em conta todos os benefícios do leite materno, por que não fazer isso mesmo?
Depois que o bebê nasce, no entanto, com a realidade da coisa, o apoio pode diminuir, já que na prática os pais acabam se sentindo deixados de lado no processo.



Vantagens do aleitamento materno

• A amamentação no peito é a ideal para os bebês. O leite materno contém uma perfeita combinação de nutrientes. Crianças alimentadas com o leite materno têm tendência bem menor a desenvolver alergias a certas comidas, além de doenças respiratórias e intestinais, se comparadas às alimentadas com fórmula láctea (os preparados industrializados em pó que imitam o leite). Também correm menos risco de se tornar obesas quando adultas. O leite materno transmite ao bebê a imunidade da mãe contra muitas doenças.

• A amamentação não requer preparação especial. Não há mamadeiras para lavar, esterilizar ou esquentar.
 
• O leite materno é gratuito, enquanto as fórmulas de leite para bebês não são nada baratas.

• O leite materno não acaba "de repente", obrigando você a sair correndo para comprar mais.

• A amamentação é benéfica para a saúde da mãe e ajuda a criar laços afetivos com o bebê.

• O cocô dos bebês alimentados com leite materno tende a ter um cheiro melhor, quase doce.

Como lidar com os sentimentos dúbios sobre a amamentação do bebê
É inevitável que o aleitamento materno exclusivo crie uma relação diferente entre a mãe e o bebê, comparando-se a crianças cuja alimentação seja compartilhada pelos pais. A experiência pode provocar alguns dos sentimentos a seguir em você, pai:

• "Acho que vai ser mais difícil para mim criar elos e desenvolver um relacionamento com a criança."

• "Nada que eu faça nunca vai ser tão bom quanto o seio materno."

• "Quem é essa criaturinha que se "instalou" entre mim e a minha mulher?"

• "Não vejo a hora que ele pare de mamar no peito, quem sabe aí terei alguma graça para o meu filho?"

• "Mulheres são feitas para cuidar de bebês: elas amamentam e têm habilidades naturais para isso. Eu não tenho tanto 'talento' para a tarefa quanto a minha mulher."

Seis estratégias para participar da vida do bebê

Pesquisas com futuros pais e pais recentes mostram que eles consideram a alimentação o aspecto mais importante dos cuidados com um bebê. Não há dúvidas de que, se a mulher amamenta, o homem fica com uma certa desvantagem nesse quesito. Não há por que achar, porém, que, só porque ela tem o controle dos seios e da comida que está dentro deles, não sobra mais nada para o pai fazer. É possível, sim, participar bastante da vida de um bebê pequeno. Veja como:

• Procure passar momentos sozinho com o bebê, em que faça atividades envolvendo o contato da pele. Troque fraldas, nine o bebê, coloque-o para dormir, dê banho ou leia livrinhos com a criança aconchegada no seu peito. Quanto mais momentos como esses você tiver, mais confiança terá em suas habilidades de pai.

• Saia de casa com o bebê, leve-o para dar voltas no carrinho ou aconchegado em um "canguru" bem coladinho a você.

• Seja atencioso com sua parceira. Assuma tarefas que geralmente ficam por conta dela. Lembre-se de que, no início, a amamentação pode ser um trabalho duro. Pesquisas mostram que, quanto maior o apoio ao aleitamento por parte dos homens, mais tempo as mulheres dão de mamar.

• Converse com sua parceira sobre a possibilidade de dar leite materno em uma mamadeira. Ela pode tirar o leite manualmente ou com uma bombinha, e você pode dá-lo ao bebê num copinho ou numa mamadeira. Caso optem pela mamadeira com o leite materno, esperem algumas semanas para que o bebê já esteja bem acostumado a mamar no peito.

• Tente não se magoar se o bebê não demonstrar interesse por mamar em uma mamadeira dada por você. Como os bicos das mamadeiras têm formatos tão diferentes, pode ser que vocês tenham que experimentar com alguns até encontrar o ideal para o seu filho.

• Seja paciente se sua parceira tiver menos desejo sexual do que antes de o bebê nascer. Imagine alguém subindo e descendo pelo seu corpo e ainda por cima sugando seu peito cinco ou seis vezes por dia. Não é de estranhar que ela tenha menos vontade de compartilhar o corpo com mais alguém. A amamentação pode também afetar a penetração, já que as mulheres, nessa fase, produzem menor quantidade do hormônio responsável pela lubrificação vaginal. Sem lubrificação, o ato sexual pode ficar dolorido. Tenha paciência e invista em um bom lubrificante à base de água para ver se ajuda.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Sintomas da gravidez que nunca devem ser ignorados

Por mais que você leia sobre gravidez ou converse com outras mães, às vezes é difícil saber se o que você está sentindo é normal ou não. Veja abaixo uma lista de sintomas que nunca devem passar em branco. Se você sentir um deles, não hesite em procurar o médico.

Você sabe que tem algo errado

Se você não tem certeza sobre algum sintoma, se está se sentindo estranha ou inquieta, confie nos seus instintos e ligue para o médico. Se houver algum problema, você receberá ajuda. Se não houver nada de errado, você ficará mais calma.
Os médicos estão acostumados a esse tipo de situação, e não devem se incomodar em tranquilizá-la. Seu corpo está mudando tão rápido que às vezes é difícil saber se o que você está sentindo é "normal".

Dor forte na parte superior ou no meio da barriga, com ou sem náusea
 
Esse sintoma pode indicar má-digestão, gastroenterite causada por vírus ou pré-eclâmpsia -- um problema grave que precisa ser avaliado rápido.

Dor forte no baixo ventre ou dos lados

Pode ser que você só tenha distendido um ligamento, mas também pode ser sinal de gravidez ectópica, aborto espontâneo, trabalho de parto prematuro, mioma ou descolamento de placenta, por isso é importante falar com o médico.

Febre

Se sua temperatura está acima de 37,5ºC, ligue para o médico no mesmo dia.
Se a febre passar de 39ºC, procure o médico imediatamente. Você provavelmente está com uma infecção. O médico pode prescrever antibióticos ou repouso. A manutenção da temperatura a níveis elevados por muito tempo pode ser prejudicial para o bebê.

Ausência ou forte redução nos movimentos do bebê depois da 22a semana

Se você não tiver sentido o bebê em 24 horas, ele pode estar em sofrimento, portanto procure o médico. (Leia mais sobre os movimentos do seu bebê, incluindo explicações sobre quando procurar ajuda.)
 
Problemas de visão que durem mais de duas horas

Visão dupla, visão embaçada, pontos brilhantes ou luzes -- esses sintomas podem indicar pré-eclâmpsia.

Inchaço nas mãos, no rosto e nos olhos

Se o inchaço estiver acompanhado de dor de cabeça ou problemas de visão, pode ser sinal de pré-eclâmpsia.

Dor de cabeça forte que dure mais de duas horas

Se você estiver com problemas de visão e inchaço nas mãos, nos olhos e no rosto, pode estar com pré-eclâmpsia.

Ganho rápido de peso de mais de 1 quilo, com inchaço, dor de cabeça e perturbações visuais.

O ganho de peso repentino, sem relação com a alimentação, também pode ser um sinal de pré-eclâmpsia, especialmente se acompanhado de inchaço nas mãos e nos pés, dor de cabeça ou perturbações visuais.

Sangramento vaginal, leve ou intenso

Leves sangramentos, sem dor, podem ser um sinal normal da implantação, quando o embrião vai se aninhando no útero, no comecinho da gravidez. Mas você deve procurar o médico mesmo assim, porque o sangramento pode indicar problemas na placenta, por exemplo.
O sangramento mais intenso, principalmente se acompanhado de dor nas costas ou dor abdominal, pode estar ligado a uma ameaça de aborto ou ao próprio aborto espontâneo, uma gravidez ectópica ou à chamada placenta prévia, que pode causar hemorragia. . Nos estágios mais avançados da gravidez, o sangramento pode indicar ainda outros distúrbios na placenta ou trabalho de parto prematuro (antes das 37 semanas).
A perda de líquido pela vagina antes das 37 semanas de gravidez significa que sua bolsa estourou antes do tempo. O médico pode preferir que você seja internada, para evitar uma infecção. Se o líquido começar a sair depois das 37 semanas, você deve estar prestes a entrar em trabalho de parto, por isso deve ligar para o médico ou para a maternidade para saber quando ir para lá.

Aumento súbito na sede e diminuição na urina
Esses sintomas podem ser sinal de desidratação ou de diabete gestacional, um problema que pode ser perigoso para a mãe e para o bebê.

Dor ou queimação na hora de fazer xixi, com febre, calafrios e dor nas costas
 
Esses sinais podem indicar uma infecção no trato urinário, que tem de ser tratada com antibióticos.

Vômitos severos


Vomitar mais que uma ou duas vezes por dia pode deixar você desidratada e fraca, mas não vai prejudicar o bebê. Você precisará conversar com o médico, porque o excesso de vômitos na gravidez é uma complicação que pode ser tratada. Se você começar a vomitar de repente e estiver com febre, pode estar com alguma infecção.

Desmaio e tontura

Pode ser sinal de que você não se alimentou bem naquele dia, mas também pode significar que você está com a pressão baixa.
Muitas mulheres sentem vertigem durante a gravidez. Se você desmaiar, fale com o médico para que outras causas sejam descartadas.

Coceira no corpo todo no final da gravidez, urina escura e fezes claras

Esses sintomas podem indicar hepatite ou outro problema no fígado, como a colestase obstétrica. Um pouco de coceira é normal, porque a pele está se esticando para acomodar o bebê, mas é melhor verificar.

Você caiu ou levou uma pancada na barriga

Quedas nem sempre são perigosas, mas fale com o médico no mesmo dia e explique o que aconteceu. Se você escorregou na escada e bateu o cóccix, provavelmente não tem com o que se preocupar; o bebê está protegido pelo útero e pelo líquido amniótico.
Em casos raros, porém, pode haver complicações. Se você sentir contrações, perda de líquido ou sangramento, ligue para o médico na hora ou vá para o pronto-socorro mais próximo.

domingo, 24 de julho de 2011

Contrações de treinamento (ou de Braxton-Hicks)

O que são as tais contrações falsas, de treinamento ou de Braxton-Hicks?

Lá pela metade de sua gravidez, às vezes até antes, você pode notar que os músculos do seu útero deixam sua barriga dura, o que dura de 30 a 60 segundos. Nem todas as mulheres sentem essas contrações, que surgem aleatoriamente e costumam ser indolores.
Elas recebem o nome de contrações de treinamento, contrações "falsas" ou contrações de Braxton-Hicks, em homenagem ao médico inglês John Braxton Hicks, que as descreveu pela primeira vez em 1872.
Os especialistas acreditam que elas sejam uma espécie de treino do corpo para o trabalho de parto. Alguns acham que elas colaboram para o processo de "apagamento" do colo do útero (que vai ficando mais fino) e para a dilatação.
As contrações de treinamento costumam ser sentidas a partir de 16 semanas, ou bem mais tarde. Mas também é normal não sentir essas contrações nenhuma vez.

Como vou saber a diferença entre as contrações de treinamento e as contrações de verdade?

A maioria das grávidas de primeira viagem faz essa pergunta, e a resposta mais adequada, a que recebem dos médicos e de quem já passou por isso, chega a dar raiva: "Você vai saber quando for trabalho de parto de verdade". Mas eles estão certos.
Veja as diferenças.

Contrações de treinamento
  • Acontecem só algumas vezes por dia, e não mais que duas vezes por hora.
  • Normalmente param quando você muda de atividade. Se você passou muito tempo sentada, levante-se e caminhe. Se ficou muito tempo de pé, sente-se ou deite-se.
  • São irregulares, não pegam ritmo. Ou, se pegam, é só por um período curto.
  • Não são muito compridas: duram menos de um minuto.
  • Não vão aumentando de intensidade.
  • Podem atingir só uma parte da barriga
  • Podem ser deflagradas pelos movimentos ou pela posição do bebê
Contrações do trabalho de parto

As contrações verdadeiras são:
  • Mais compridas: a barriga fica dura por mais tempo.
  • Mais regulares.
  • Mais doloridas.
  • Não param de vir. Cada uma que vem é mais forte que a outra, e o intervalo entre elas vai ficando cada vez menos.
  • Não melhoram se você mudar de atividade.
  • Atingem a barriga inteira e às vezes as costas
  • Não dependem da posição ou da movimentação do bebê
O ritmo é o mais importante, preste atenção nele. Sempre que perceber que está tendo várias contrações, marque o horário, para acompanhar o intervalo entre elas.

E se as contrações de Braxton Hicks começarem a doer?

À medida que sua gravidez avança, esse tipo de contração pode ficar mais intensa, e é possível que doa. Quando elas começarem a ficar mais fortes e frequentes, você pode até achar que o trabalho de parto começou para valer, mas o tempo passa e elas continuam irregulares em termos de intensidade, frequência e duração -- e podem até desaparecer completamente, levando você à loucura.
São os chamados alarmes falsos. Se você sentir que suas contrações estão diminuindo ou se espaçando, provavelmente elas não passaram de contrações de Braxton-Hicks (ou falso trabalho de parto).
Uma sugestão é usar as contrações de treinamento para praticar técnicas de respiração que vão ajudá-la no parto vaginal.

O que eu devo fazer para aliviar o desconforto das contrações falsas?

Muitas mulheres acabam notando que as contrações vêm com mais frequência quando elas fazem alguma atividade física, mesmo que seja tirar as compras do carro. Outras percebem que a bexiga cheia demais deflagra contrações de treinamento.

Se as contrações estiverem incomodando você, faça o seguinte:
  • Vá ao banheiro fazer xixi.
  • Mude de atividade. Se estava em pé, deite-se um pouco. Se ficou muito tempo sentada, levante-se e dê uma caminhada.
  • Tome um copo d'água.
  • Se ainda assim não melhorar, você pode tomar um banho morno.
Quando devo me preocupar com as contrações?
Procure atendimento médico se:

Para quem está com menos de 37 semanas

Se a contração for acompanhada de secreção vaginal parecida com água ou sangue. Podem ser sintomas de rompimento da bolsa ou de problemas com a placenta.
Se sentir mais de três ou quatro contrações em uma hora, ou se elas estiverem vindo em intervalos regulares. Pode ser sinal de trabalho de parto prematuro.

Para quem está com 37 semanas ou mais

Você só precisa procurar o médico quando suas contrações durarem cerca de 60 segundos cada uma e acontecerem a um intervalo de cinco em cinco minutos, tirando as mulheres com histórico de parto rápido ou que morem muito longe do hospital. Nesses casos, é melhor procurar orientação se as contrações estiverem regulares, independentemente do intervalo.

sábado, 23 de julho de 2011

Compras: o essencial para o quarto do bebê


Como posso escolher os melhores móveis para o bebê?

É claro que você quer o quarto mais lindo do mundo para o seu bebê, mas lembre que precisa pensar também em fazer dele um ambiente seguro, aconchegante, funcional e que dure. E o quarto merece ser um local gostoso e confortável para você também, a outra pessoa que passará boas horas por lá.

A primeira providência prática é decidir os tipos de móveis que você vai comprar. Veja antes de investir se você não vai "herdar" móveis de alguém próximo, já que isso é bem comum (e útil).

Seja realista com o espaço que tem, já que o melhor para o bebê é ficar num ambiente arejado e calmo. Excesso de enfeites e móveis podem atravancar o local.

Para escolher, tire medidas do quarto e dos móveis, faça uma pesquisa de preços (porque eles variam MUITO) e não deixe de conferir ao vivo produtos que viu na Internet, para verificar direito se são mesmo aquilo que imaginava.

Programe-se para olhar tudo com calma e antecedência, ainda no segundo trimestre da gravidez, já que várias lojas pedem prazos de mais de 30 dias para entregar móveis. O mesmo vale se for montar um quarto todo planejado, com móveis executados por marceneiros.

É bom que tudo esteja no lugar bem antes da chegada do bebê, para que qualquer cheiro de tinta ou cola já tenha se dissipado e não possa provocar alergias ou mal-estar.

Berço

O bebê dormirá no berço por pelo menos dois anos, até que mude para uma cama de verdade ou a chamada minicama. O berço deve seguir os padrões de segurança do Inmetro para que não representem nenhum risco para seu filho. Algumas recomendações importantes:

• A distância entre as grades, por exemplo, tem que ter no mínimo 4,5 cm e no máximo 6,5 cm, assim não há perigo de que a cabecinha, ombros ou mãos dele possam ficar presas.

• Se o berço tiver rodinhas móveis, pelo menos duas delas têm que ser fixas ou conter travas.

• O espaço entre o estrado e a lateral do berço não deve ultrapassar 2,5 cm, e o espaço entre as ripas do estrado tem que ser de, no máximo, 6 cm, para também evitar que braços e pernas possam ficar presos.

• Se alguma das partes do berço for feita de tela, os buraquinhos têm que ter no máximo 7 mm, para não haver chance de os dedinhos do bebê passarem por eles.

Na hora da compra, veja se pelo menos uma das grades laterais abaixa, algo que facilitará muito sua vida quando for pôr e tirar o bebê da cama, especialmente quando ele estiver já adormecido. Outro aspecto para ficar de olho é se há furos já prontos na estrutura para mudar a posição do estrado à medida que o bebê crescer (ou para deixá-lo ligeiramente inclinado caso seu filho sofra de refluxo).

Não se esqueça também de perguntar se o preço do berço inclui ou não o colchão. O colchão deve ser firme, com densidade apropriada para crianças pequenas.

Um dos lados pode ser plastificado, para proteger o tecido dos inevitáveis acidentes de vazamento de fralda ou vômitos. Nesse caso, é preciso colocar o colchão para arejar com frequência, porque a umidade pode ficar presa sob o plástico e provocar mofo.

Outra opção é procurar um protetor impermeável de colchão em lojas de produtos infantis. Deixe o colchão arejar sem o protetor com frequência.

Mais uma dica para colchões é verificar se não fica espaço vazio nas laterais uma vez que o colchão esteja colocado no berço. Se você conseguir colocar dois dedos entre o colchão e a lateral do berço é sinal de que o espaço está grande demais e há risco de seu filho ficar preso ali.

Muitos berços se transformam em minicama, uma caminha que pode ser usada até a criança ter 4 ou 5 anos. Na prática, porém, muita gente acaba não fazendo a transformação. É difícil pensar num futuro tão distante, mas, se quiser usar a minicama, peça para ver como fica a peça já transformada, e leve para casa os acessórios necessários para a mudança, como parafusos ou grade.

Cesto ou moisés

Berços de vime, cestos ou moisés podem ser de grande utilidade nos primeiros meses do bebê, já que são aconchegantes, de fácil movimentação para qualquer lugar da casa e podem servir como local para dormir de dia e à noite.

No caso do cesto, ele também deve ter um colchão firme e que se encaixe direitinho, sem deixar sobras nas laterais. Precisa ainda ser testado para ter certeza de que não fica bambo e com risco de virar com o peso. Se você tem animais domésticos ou crianças que possam pular ou derrubar o berço, o melhor é não arriscar.

Pais e mães adoram esses itens mais portáteis para colocar no quarto deles, bem perto da cama, e encurtar a "viagem" das mamadas da madrugada, em especial em época de frio.

Um berço desmontável também pode fazer as vezes de cestinho, e ter outras utilidades no futuro, como ficar na casa da avó, funcionar como cercado ou ser levado em viagens.

Cômoda para roupas e troca de fraldas

Até seu filho completar 1 ano, você terá trocado mais de 2.000 fraldas sujas, dá para imaginar? Diante disso, é fundamental que o lugar das trocas seja bem confortável para vocês dois.

Se os recursos estiverem mais apertados, você pode até trocar a fralda na sua cama. Suas costas vão reclamar um pouco, mas funciona. Deixe a cama bem protegida com um trocador impermeável ou uma toalha de banho grande, e tenha bem à mão tudo que vai precisar para a limpeza do bebê (fralda, algodão, pomada antiassadura etc.), numa caixa ou cestinha.

É justamente essa a grande facilidade que as cômodas apresentam. Por serem grandes, geralmente há espaço para colocar o trocador e todos os acessórios para as trocas na parte de cima, e ainda sobra bastante lugar para as roupas e sapatos do bebê nas gavetas.

Dependendo do sexo do bebê, dá para fazer uma parte da cômoda com cabideiro para vestidos, com a porta transparente, ou grandes gavetões para abrigar estoque de fraldas, malhas ou colchas mais grossas.

O essencial é que seja uma peça sólida e sem risco de virar em cima do bebê se ele se apoiar na cômoda, quando começar a engatinhar. Outro ponto é que seja pintada com tinta atóxica e que não tenha quinas pontudas demais que possam machucar seu filho quando ele for um pouco maior.

Cadeira de balanço ou poltrona de amamentação

As cadeiras de balanço costumam fazer sucesso com os bebês (e os pais também) porque todo aquele movimento para frente e para trás é muito reconfortante e ajuda a pegar no sono. Também são ótimas para acomodar papai ou mamãe na hora de ler uma história, conforme o bebê cresce.

Muitas poltronas de amamentação (conhecidas como "cadeira da mamãe") também contam com um sistema de balanço, com a diferença de serem mais seguras por não terem a base arredondada como as cadeiras de balanço tradicionais. Algumas delas também giram.

Ao comprar uma cadeira ou poltrona, teste a altura das costas e do apoio para os braços para ter certeza de que você ficará confortável na hora de amamentar.

No caso das poltronas, escolha o acabamento de um tecido que seja fácil de limpar, como o couro sintético ou ecológico, porque a sujeira será fatal. Pense também em uma cor neutra para que no futuro, se quiser, possa transferir a poltrona para outra parte da casa, já que se trata de uma peça tão gostosa de sentar. Deixe o tecido decorativo para as almofadas.

Muitas poltronas de amamentação vêm ainda acompanhadas de banquetas ou pufes para os pés (que não são essenciais).

Como escolher cortinas e tapetes?

Cortinas e tapetes são, na maioria das vezes, itens de decoração em um quarto de bebê, e não de necessidade, a menos que você viva em uma área muito fria ou onde bata muito sol (e a janela não contar com persianas externas).

Se realmente for usar cortinas, procure as feitas com tecido fácil de lavar (como algodão ou voile) ou de limpar, porque elas acumularão bastante pó e isso pode causar todo tipo de alergia e irritação respiratória no seu filho.

O mesmo conselho vale para os tapetes, com o agravante de que são mais difíceis de lavar em casa. Simplesmente passar aspirador não é suficiente para retirar o pó e todos os microorganismos que ficam presos às fibras do tecido de um tapete. Dependendo do tipo de tapete, você vai precisar chamar uma empresa especializada para limpá-lo uma vez por ano.

Tapetes antialérgicos são um bom investimento para quem pode gastar um pouco mais, assim como os antiderrapantes. Se você comprar um tapete que não seja antiderrapante, procure fitas antiderrapantes para colocar por baixo do seu em lojas de material de construção.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Tenho um pouco de aflição porque ainda não senti o bebê mexer. É assim mesmo?

Por incrível que pareça, o feto já começa a se movimentar logo no início do primeiro trimestre da gestação, o que pode até ser visto através de um ultra-som realizado com 6 semanas de gravidez.

Mas a mãe só vai sentir mesmo alguma coisa -- uma sensação descrita por algumas mulheres como se borboletas estivessem batendo asas dentro da barriga -- mais no finalzinho do segundo trimestre, talvez um pouco antes se não for marinheira de primeira viagem e já souber "reconhecer" as manifestações do bebê .

Os movimentos geralmente são percebidos entre a 18a e a 20a semana, ficando cada vez mais fortes e com jeito de chutinhos com o passar do tempo.

Algumas grávidas chegam a confundir os movimentos fetais com gases, por não saber exatamente do que eles se tratam. Mulheres acima do peso também tendem a sentir o bebê um pouco mais tarde.

Como estes primeiros movimentos são muito sutis, se você for uma pessoa bastante ativa pode acabar não percebendo nada, o que, neste estágio, ainda não é motivo de preocupação.

"A anatomia da bacia feminina pode propiciar uma maior ou menor sensibilidade à movimentação, portanto não compare o quanto você sente o bebê mexer com outra grávida", afirma a obstetra Eleonora F. Stocchero Fonseca. "Corpo e sensibilidade variam muito de pessoa para pessoa."

Tente fazer um teste caseiro para ver se consegue notar o bebê se mexendo. Deite-se de barriga para cima, coma alguma coisa e fique bem parada, prestando atenção. Talvez a sensação finalmente apareça.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Posições do bebê dentro do útero

Entenda como são as mexidas que o seu filho vai fazer na sua barriga até o dia do nascimento

Shutterstock

• No primeiro trimestre e no comecinho do segundo o feto se mexe o tempo todo. Dá cambalhotas, roda, mexe as pernas e os braços. 

• Por volta da 19a semana, ele passa a variar entre três posições: pélvica (quando o bebê fica sentado), córmica (na transversal) e cefálica (de cabeça para baixo). O bebê também pode escolher apenas uma delas e permanecer assim até o final da gestação.

• Até a 28a semana, essas trocas de posições são constantes – o espaço que ele tem é grande.

• Na 32a semana o espaço que o bebê tem para se mexer é menor. Provavelmente, ele já está de cabeça para baixo, a posição ideal para o parto. Mais de 90% dos bebês escolhem, naturalmente, essa posição – ele fica com o rosto virado para a sua barriga. 

• Cerca de 4% dos bebês ficam sentados dentro do útero. Essa posição pode dificultar, mas não impedir, um parto normal.

• Muitas vezes, no final da gravidez, o feto não vira de cabeça para baixo porque o cordão umbilical está enrolado pelo corpo – isso não é prejudicial para o bebê e não significa que a mulher vai precisar de uma cesariana. 

• Até a hora do nascimento, o bebê pode, sim, mudar de posição, mas é muito difícil isso acontecer. 


Fonte: Alberto D’aurea, ginecologista e obstetra da maternidade Santa Joana (SP)

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Resfriado e gripe na gravidez

Por que agora que estou grávida não paro de ter resfriados?

Seu sistema imunológico fica suprimido durante a gravidez para evitar rejeição ao feto, o que significa que você fica mais vulnerável a infecções como resfriados e gripes.
Uma dieta saudável que inclua muitas frutas, verduras e legumes ajuda a fortalecer o sistema imunológico, por conter antioxidantes, como a vitamina C, que auxiliam no combate a infecções. Converse com o obstetra para saber se, no seu caso, é recomendável tomar suplementos vitamínicos. Descanse bastante e procure não se estressar demais.

Posso tomar remédios durante a gravidez?

Nunca compre remédios sem antes checar com seu médico se que eles são adequados para gestantes. Muitos deles contêm substâncias que não foram testadas em grávidas e podem prejudicar o desenvolvimento e a saúde do bebê em formação.
Se realmente precisar tomar analgésicos, o paracetamol é seguro (nas doses recomendadas). Evite aspirina porque ela pode afetar o desenvolvimento do bebê nas primeiras semanas de gravidez, assim como, no finalzinho da gestação, alterar o início e a duração do trabalho de parto. Evite ibuprofeno, codeína e outros analgésicos que contenham uma combinação de substâncias.
Procure também não tomar doses excessivas de vitamina C - não ultrapasse os 60 mg por dia.

Como tratar os resfriados?

Veja algumas maneiras seguras e naturais para aliviar os sintomas:

• Mantenha uma dieta equilibrada, que inclua frutas, verduras e legumes, ótimas fontes naturais de vitaminas, minerais, carboidratos, proteínas e gordura.

• Tente fazer uma inalação só com soro fisiológico se seu nariz estiver entupido. Se não tiver um inalador, coloque água bem quente em uma bacia, acrescente duas ou três gotas de óleo de eucalipto ou de menta e, com uma toalha cobrindo a cabeça, aproxime o nariz da solução.

• Para dor de garganta e tosse, prepare um chá com mel e limão.

• Faça gargarejos com água e sal para ajudar nas infecções de garganta.

• Descanse o máximo que puder -- o sono ajuda o corpo a se restabelecer.

• Beba bastante líquido. Os chás são especialmente bons para dar sensação de alívio aos resfriados. Só tenha cuidado para escolher chás de ervas que não contenham cafeína.

• No caso de sinusite, experimente colocar duas gotas de óleo essencial de manjerona em um lenço e cheire-o com freqüência.

• Não deixe de mencionar para seu médico se pretende usar remédios homeopáticos.

Quando devo ir ao médico?

Converse com o médico que faz seu pré-natal se apresentar uma tosse persistente e um resfriado prolongado, já que eles podem ser sinais de uma infecção secundária, a qual precisará de outro tratamento.
Devido à ameaça do vírus influenza A/H1N1, procure atendimento médico se tiver febre. Não espere os sintomas piorarem - fale com um médico nas primeiras 24 horas, de preferência.

Como posso tratar uma gripe?

Os sintomas da gripe - febre, dor de cabeça, calafrios, cansaço e perda de apetite - podem realmente derrubar você durante a gravidez. Beba bastante água, chá e sucos, especialmente se tiver febre, para evitar uma desidratação. Suco de laranja, rico em vitamina C, ajudará a combater a infecção, e chá de mel com limão vai aliviar a dor de garganta.
Quando voltar a ter alguma vontade de comer, procure consumir alguma coisa nutritiva, como frutas, torradas de pão integral ou leite. Descanse bastante e não volte ao trabalho até que se sinta completamente recuperada -- o médico pode ajudar, fornecendo os atestados necessários.
Se estiver demorando a melhorar, vá ao médico para ter certeza de que não há outra infecção. Muitos médicos recomendam que as grávidas tomem a vacina contra a gripe.

A gripe pode afetar o bebê?

Não. Mesmo que você esteja se sentindo bem mal, fique tranqüila porque o bebê está protegido do vírus dentro do seu útero. No caso de ter febre muito alta, é bom falar com o médico. Assim como nos resfriados comuns, a dose adequada de paracetamol pode ajudar a aliviar os sintomas.
Descanse, descanse e descanse. Não volte à rotina enquanto não estiver plenamente recuperada.

Vou ter que tomar antibióticos. Eles fazem mal ao bebê?

Há muitos antibióticos que são seguros de se tomar durante a gravidez, mas outros não, por isso não se esqueça de mencionar a qualquer médico que for que você está grávida.
O uso das penicilinas é seguro na gestação, ao contrário das tetraciclinas, que podem provocar anormalidades fetais no início da gravidez e causar descoloração nos dentes de leite e nos permanentes de seu filho se forem administradas no final.

sábado, 25 de junho de 2011

A pele embaixo dos meus seios está vermelha e irritada. Por quê? O que eu posso fazer?

Na gravidez, você engorda, e partes do corpo que antes não se encostavam passam a entrar em contato, resultando no atrito da pele. Isso acontece principalmente embaixo dos seios e na parte interna das coxas, e em especial quando está muito calor. A umidade e a irritação criam o ambiente ideal para a proliferação de microorganismos, e aí aparece a micose.

Mantenha a área afetada o mais seca possível, e use talco para absorver a umidade. Use roupas frescas e sutiãs de algodão. No caso das pernas, evite meias-calças e calças muito justas. Se a irritação na parte interna da coxa ou na virilha for muito grande, fale com o médico, pois a pele pode estar infectada pela cândida, um fungo que pode passar para o bebê na hora do parto normal. Para reduzir o atrito, você pode até usar uma bermuda de algodão por baixo de saias e vestidos, assim uma coxa não fica suada e roçando na outra.

sábado, 28 de maio de 2011

Exames diagnósticos

Se você obteve um resultado positivo para a Síndrome de Down ou outra anomalia genética, saiba que há exames diagnósticos que podem definir com certeza se o bebê tem realmente uma anomalia ou não.

Os exames diagnósticos envolvem a retirada de uma amostra de placenta e do líquido amniótico ou de sangue fetal. Esta é então enviada à um laboratório especializado em anomalias cromossômicas ou genéticas para ser examinada.
Existem 2 principais exames:

- Biópsia vilo corial (BVC): O material para a biópsia é retirado com uma agulha, pela barriga, ou pela vagina, dependendo da posição da placenta ou até da preferência do especialista. Você será submetida a um ultra-som para determinar a posição da placenta, e talvez o médico lhe peça para encher a bexiga, tomando bastante líquido. No caso de punção transabdominal, pela barriga, o médico pode aplicar uma anestesia local antes de inserir a agulha.
Com a ajuda das imagens do ultra-som, o médico extrai com a agulha um fragmento dos vilos coriais (também chamados de vilosidades coriônicas), pequenas projeções da placenta. As células da placenta têm as mesmas informações genéticas das do bebê, por isso podem ser analisadas para determinar eventuais anormalidades. O sexo do bebê também é revelado pelo resultado, e é possível fazer até um exame de paternidade por DNA, assim como na amniocentese. 

- Amniocentese: É como se você estivesse fazendo um ultra-som, o médico vai utilizar estas imagens para se orientar e identificar um bolsão de líquido amniótico que esteja a uma boa distância da placenta e do bebê. Em seguida ele insere uma agulha comprida na barriga da mãe para retirar o líquido.
Você pode conversar com o médico antes para ver se ele prefere usar uma anestesia local, mas muitos especialistas acreditam que ela não é necessária. Através da agulha, o especialista retira uma pequena quantidade de líquido amniótico - cerca de duas colheres de sopa. O líquido contém células do bebê, substâncias e microorganismos que podem esclarecer muitas dúvidas sobre a saúde da criança.
O processo de localizar o melhor lugar para o exame, com a ajuda do ultra-som, pode levar até 20 minutos. A punção do líquido em si demora apenas cinco minutos. Depois que a agulha é retirada, a mulher pode sentir cólica. O médico vai monitorá-la para ver se o útero está contraindo, e ouvir o coração do bebê para garantir que ele não tenha sofrido nenhum estresse por causa do exame. 

Recebendo os resultados:  Geralmente eles demoram cerca de 2 à 3 semanas para ficarem prontos.