Comunicação Inteligente

Comunicação Inteligente

sábado, 28 de maio de 2011

Exames diagnósticos

Se você obteve um resultado positivo para a Síndrome de Down ou outra anomalia genética, saiba que há exames diagnósticos que podem definir com certeza se o bebê tem realmente uma anomalia ou não.

Os exames diagnósticos envolvem a retirada de uma amostra de placenta e do líquido amniótico ou de sangue fetal. Esta é então enviada à um laboratório especializado em anomalias cromossômicas ou genéticas para ser examinada.
Existem 2 principais exames:

- Biópsia vilo corial (BVC): O material para a biópsia é retirado com uma agulha, pela barriga, ou pela vagina, dependendo da posição da placenta ou até da preferência do especialista. Você será submetida a um ultra-som para determinar a posição da placenta, e talvez o médico lhe peça para encher a bexiga, tomando bastante líquido. No caso de punção transabdominal, pela barriga, o médico pode aplicar uma anestesia local antes de inserir a agulha.
Com a ajuda das imagens do ultra-som, o médico extrai com a agulha um fragmento dos vilos coriais (também chamados de vilosidades coriônicas), pequenas projeções da placenta. As células da placenta têm as mesmas informações genéticas das do bebê, por isso podem ser analisadas para determinar eventuais anormalidades. O sexo do bebê também é revelado pelo resultado, e é possível fazer até um exame de paternidade por DNA, assim como na amniocentese. 

- Amniocentese: É como se você estivesse fazendo um ultra-som, o médico vai utilizar estas imagens para se orientar e identificar um bolsão de líquido amniótico que esteja a uma boa distância da placenta e do bebê. Em seguida ele insere uma agulha comprida na barriga da mãe para retirar o líquido.
Você pode conversar com o médico antes para ver se ele prefere usar uma anestesia local, mas muitos especialistas acreditam que ela não é necessária. Através da agulha, o especialista retira uma pequena quantidade de líquido amniótico - cerca de duas colheres de sopa. O líquido contém células do bebê, substâncias e microorganismos que podem esclarecer muitas dúvidas sobre a saúde da criança.
O processo de localizar o melhor lugar para o exame, com a ajuda do ultra-som, pode levar até 20 minutos. A punção do líquido em si demora apenas cinco minutos. Depois que a agulha é retirada, a mulher pode sentir cólica. O médico vai monitorá-la para ver se o útero está contraindo, e ouvir o coração do bebê para garantir que ele não tenha sofrido nenhum estresse por causa do exame. 

Recebendo os resultados:  Geralmente eles demoram cerca de 2 à 3 semanas para ficarem prontos.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Meu bebê é Down - EDUCAÇÃO E SOCIALIZAÇÃO

Um dossiê completo sobre a gravidez, os primeiros cuidados e o desenvolvimento de uma criança especial.

Por Mônica Brandão

Meu bebê é Down

34 - Eu e meu marido trabalhamos fora de casa. Meu bebê pode frequentar um berçário?

Caso ele não tenha outras complicações que exijam cuidados intensivos, pode ir sim. Melhor ainda se existirem pessoas com experiencia no assunto no berçário. Voce deve combinar a rotina do bebê, o que merece mais atenção, medicamentos, vitaminas e refeições que seu filho deve fazer - como acontece com qualquer mãe. A experiencia do berçário fará muito bem. Seu bebê entrará em contato com outras crianças desde cedo e poderá interagir, brincar, aprender com elas. A criança com Down precisa de muitos estímulos e nada melhor do que outras crianças para lhe proporcionarem isso.

35 - Como escolher uma escola para meu filho?

Em primeiro lugar, voce precisa confiar na equipe, gostar da ideologia do local, se sentir segura em deixar seu filho ali. Também é necessário observar se a escola está preparada para recebê-lo, se conhece o contexto da situação, se acredita na inclusão. Caso já atenda a outras crianças com deficiencia, será um bom sinal.
Nem sempre a que é considerada a melhor escola da cidade será a mais adequada para o seu filho. Ou aquela que voce estudou a infância toda. A filosofia da escola deve ser a de enxergar a criança como um indivíduo único, o que significa ver cada aluno como ele é, com as suas necessidades individuais, apresentando alguma deficiencia ou não. E os profissionais que ali trabalham devem estar comprometidos com isso e gostar do que fazem. Não adianta a escola dizer que é inclusiva e ter um elevador supermoderno com comando de voz se não tiver uma professora que limpe o nariz da criança com carinho.
No dia a dia, a criança com Down tem de estar em contato direto com os seus colegas, fazer o mesmo que eles. Não dá para o professor pensar: "Ele não vai conseguir mesmo, então vou deixá-lo de lado". Ela deve participar de todas as atividades. Mas isso não anula o fato de que talvez seja preciso um pouco de adequação e ajuda. Escolas e professores que conseguem entender essa sutileza são os melhores para crianças com a Síndrome.
Mas atenção: a escola não dará conta de tudo. Muitas vezes, a criança com Down precisa de outros apoios para trabalhar alguma limitação. Se o bebê apresentar problemas motores ou dificuldades para pegar um lápis, por exemplo, precisará de trabalhos paralelos com uma fisioterapeuta.   

36 - Como vai ser o aprendizado dele?

A criança com Down aprenderá tudo, mas no seu tempo. Quanto mais estímulos e interações ela tiver, melhor. O contato com os coleguinhas do berçário e da escola vai incentivá-la a tentar fazer tudo o que eles fazem: pular, correr, desenhar, contar histórias e lidar com os números e as primeiras letras. Algumas vezes, voce pode até sentir que ela está "atrasada" em relação aos amiguinhos. Não faça comparações. Isso não é aconselhável para nenhuma criança, com deficiencia ou não. E as escolas não trabalham mais com esse conceito. Cada criança tem seu ritmo de aprendizado e isso deve ser respeitado. 

37 - Qual deve ser o meu objetivo na hora de educar meu filho com Down?

O mesmo que voce teria se ele não tivesse a Síndrome: ensinar os seus valores, a vida em sociedade, os limites e prepará-lo para ter o máximo de autonomia que conseguir. Seu filho pode ter alguma limitação por causa da Síndrome, mas, quanto mais a família acreditar que ele é capaz, mais ele será mesmo. Por isso, cuide de detalhes do seu desenvolvimento, como proporcionar estímulos, interações, experiencias, boa visão e audição, medicamentos para possíveis problemas. Assim voce diminuirá as complicações que podem prejudicar a busca por autonomia no futuro. E imponha limites - não é porque ele tem uma deficiencia que poderá fazer tudo. Os limites o ensinarão a viver com as outras pessoas. Não se engane: todo esse processo é válido para qualquer criança, tenha ela deficiencia ou não. 

38 - Preciso incentivar a vida social do meu filho?

Sim, precisa, uma vez que a criança com Down geralmente tem muitos compromissos médicos e isso toma o tempo em que ela naturalmente iria se relacionar com os vizinhos, os amiguinhos do prédio e parentes. Os pais precisam ficar atentos, investir mais na socialização. É natural que eles fiquem muito preocupados com as questões médicas, para manter a saúde do filho em dia, e esquecer completamente esse lado. Ir a um berçário ou escola ajuda bastante: ela terá de lidar com crianças da sua idade e fará amizades. 

39 - Como eu lido com o preconceito?

A melhor maneira é respirar fundo, ter paciencia e ensinar ao outro o que significa realmente ter Down. Existem muitos mitos envolvendo o assunto e as pessoas terminam assustadas e cheias de fantasias. Voce poderá escutar bobagens como "não quero que meu filho brinque com uma criança doente" ou "ele mordeu meu filho só porque tem Down" e terá de lidar com isso e explicar a pessoa que nada disso é verdade: que seu filho brinca normalmente e, como qualquer criança, pode morder o coleguinha. Hoje em dia, as pessoas estão mais informadas. Uma boa conversa e, principalmente, a convivencia com o seu filho mostrará a elas que não é necessário ter tais sentimentos. A maioria, segundo os especialistas, acaba ajudando e se apaixonando pela criança. Muitas vezes, os pais ficam receosos pelo filho com Down e depois descobrem que o mundo lhe trata muito bem. Mas, caso voce se sinta desrespeitada, conversar com outros pais ou nos grupos de apoio pode ajudá-la a lidar com a situação. 

40 - Por que não devo esconder meu filho do mundo?

Alguns pais não conseguem lidar com o preconceito e, até para preservar o filho, preferem resguardá-lo em casa. Não faça isso. A criança perde possibilidades de interações que a ajudariam muito em seu desenvolvimento. Acredite: mesmo pais cujos filhos não apresentam deficiencia também precisam muitas vezes passar por cima de seus medos para agir da maneira correta. É o caso de uma mãe tímida, por exemplo, que precisa sair do seu casulo para que o filho tenha vida social. Caso seja necessário, peça ajuda a grupos de apoio, amigos, parentes, outras famílias com Down. Sair de casa e viver normalmente fará bem para toda a família. 

quinta-feira, 26 de maio de 2011

13 Semanas

Bem-vinda ao 2ª trimestre!!!
Para a maioria das gestantes é nesta fase que os sintomas desconfortáveis da gravidez começam a desaparacer e assim começamos a curtir mais cada minuto desta nova experiência.
Os altos níveis de hormônio presentes no início da gestação começam a diminuir, o que contribui com o desaparecimento ou minimização dos enjôos e da fadiga.
A taxa de risco do aborto espontãneo foi reduzida para menos de 1% após a 12ª semana, o que nos dá um grande alívio.
 Este é um bom momento para espalhar a notícia emocionante de sua gravidez (caso ainda não tenha feito isso) às pessoas emportantes da sua vida, antes que elas descubram sozinhas ou por outras pessoas.
Conforme seu útero cresce para acomodar o bebê, é comum que você sinta leves pontadas na região pélvica. Não se preocupe, isto é normal e você aos poucos vai achar posições que auxiliem na diminuição e tá desaparecimento delas. Caso a dor persista, saiba que você pode tomar paracetamol durante a gravidez, porém é recomendado que seu obstetra lhe passe a quantidade e o intervalo de tempo correto entre cada comprimido, a fim de evitar a ingestão demasiada. Tomar banho quente também pode ser uma boa saída patra aliviar as pontadas.

Enquanto isso... na nossa barriga:


- Os braços e as pernas alongam-se rapidamente e desenvolve-se o controle muscular.

- Os olhos moveram-se mais para o meio da face, mas ainda estão bem fechados.

- As articulações do joelho amadureceram e dos dedos dos pés estão distintos.

- Na bolsa amniótica há espaço livre para a movimentação e ele está bastante ativo. O líquido amniótico amoretece os chutes e volteios, e você ainda não os sente. Conforme ele vai crescendo a bolsa também aumneta seu tamanho, dando-lhe total liberdade de movimentação.

- O corpo do bebê não tem tecido adiposo e sob a pele delicada, os ossos parecem proeminentes.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Meu bebê é Down - DESENVOLVIMENTO

Um dossiê completo sobre a gravidez, os primeiros cuidados e o desenvolvimento de uma criança especial.

Por Mônica Brandão

Meu bebê é Down

23 - Como é o desenvolvimento de uma criança com Down?

Não existe um padrão. Assim como qualquer criança, as que possuem Síndrome de Down irão se desenvolver diferentemente umas das outras. Jamais a compare com outras crianças, pois ela terá seu próprio ritmo. E ele dependerá muito das complicações associadas, mas principalmente do apoio dos pais e dos estímulos que irá receber. Ela passará por todas as fases que as outras crianças passam, na mesma sequencia, mas no tempo delas. Por exemplo, seu filho vai aprender a andar, amarrar o tenis, escrever. Mas isso talvez aconteça um pouco depois do que seus colegas sem Síndrome. Falamos talvez porque, mesmo com o possível comprometimento intelectual, com diversas interações e estímulos, ela poderá surpreender a todos e aprender até antes. É preciso, como acontece com qualquer pai, apostar na criança e respeitar seu ritmo.
No passado, crianças que nasciam com Síndrome de Down viviam reclusas e eram tratadas como doentes incapazes de aprender algo ou conquistar alguma autonomia. Como viviam cheias de restrições, realmente conseguiam se desenvolver muito pouco. Hoje, graças a mudança de visão dos médicos e da sociedade em geral e dos avanços da medicina, elas possuem uma vida normal, são capazes de viver com suas limitações e conviver socialmente. E, no futuro, estudar, trabalhar, casar e viver com autonomia. Tudo isso depende de os pais acreditarem nelas, abrirem possibilidades, deixarem-nas viver. 

24 - Seu ganho de peso e altura será igual ao de outras crianças?

Não. A Síndrome afeta um pouco a forma como essa criança cresce. Por isso, elas possuem uma Curva de Crescimento própria, diferente das crianças que não tem a deficiencia. Geralmente, até os 5 anos, são mais magras do que os outros bebês e crescem muito lentamente durantes os tres primeiros anos de vida. É importante que o pediatra use essa curva específica ou leve em conta o próprio ritmo da criança, pois, se ficar comparando-a com a maioria das crianças, causará uma ansiedade desnecessária nos pais, achando que existe um problema onde não há. 

25 - Como será seu temperamento?

Não existe um temperamento característico de crianças com a Síndrome de Down. Cada uma tem sua personalidade. Ela pode variar muito e dependerá do seu contexto de vida. Antigamente, acreditava-se que elas eram mais agressivas ou mais dóceis. Não é verdade. Seu filho será agressivo se viver em um ambiente assim. E será dócil se viver com outras pessoas assim. Como ocorre com qualquer criança, ele aprenderá observando o que os pais e outros adultos cuidadores fazem. Caso sua família seja amorosa, trate com educação as outras pessoas e respeite um ao outro, com certeza seu filho seguirá o exemplo. 

26 - Meu filho vai falar normalmente?

Algumas características das crianças com Down, como a flacidez muscular e a protrusão da língua, dificultam a sua fala. E ela é muito importante para o desenvolvimento da criança e sua autonomia. Por isso, desde os primeiros dias, é preciso investir para desenvolver melhor essa habilidade. A orientação de um fonoaudiólogo é fundamental para ajudar, mas é preciso também estar atento a problemas de audição, dentários e musculares, que podem prejudicar o aprendizado. Voce deve falar bastante com o seu filho, estar disponível para as primeiras conversas cheias de sons desconhecidos e estimulá-la a pedir o que quer. A tendencia dos pais é proteger e dar o copo de água assim que ela o aponta. Incentive para que ela fale, repita as palavras. Aprender a se comunicar será a melhor forma de ela se dar bem no mundo. Aliás, isso vale para qualquer criança. 

27 - Meu filho vai engatinhar, andar, correr?

Sim, fará tudo o que uma criança sem a Síndrome faz, mas aprenderá tudo isso em um ritmo próprio - a exceção é quando existe algum comprometimento além da Síndrome. Mais uma vez, aposte no seu filho. Troque a ansiedade por aquilo que ela ainda não faz pela alegria do que ela já consegue fazer. Seu desenvolvimento psicomotor é prejudicado pela hipotonia, um problema no tônus muscular que também varia de criança para criança. Por isso, algumas firmam o pescoço antes e outras sentam muito depois. Desde o nascimento, seu filho precisa ter o acompanhamento de um fisioterapeuta que analisará suas características e trabalhará toda a sua parte motora. E, quanto mais ele tiver espaço em casa ou nos passeios, para se movimentar e se exercitar, melhor. 

28 - Por que devo cuidar da visão e da audição do meu filho com muita atenção?

Segundo os especialistas, cerca de 50% das crianças com Síndrome de Down tem dificuldades para ver de longe e 20% de perto. Nada que óculos e, mais futuramente, cirurgias de correção não resolvam. O fato é que esses problemas podem prejudicar seu desenvolvimento, atrasando o seu tempo de conquistar o equilíbrio e andar, por exemplo. Por isso, desde a maternidade, é necessário fazer exames com o oftalmologista, que devem se repetir anualmente. Já as complicações auditivas aparecem em cerca de 60% das crianças com Down e também merecem exames periódicos desde o nascimento. Principalmente porque elas tendem a ter muitas otites. Quando a criança não escuta corretamente, tem mais dificuldades para falar - lembre-se de que elas aprendem por repetição. E suas interações, tão importantes para o seu desenvolvimento, também ficarão prejudicadas. 

29 - Com o que mais devo me preocupar quando se trata da saúde de uma criança com Down?

Isso vai depender se ela apresenta ou não as complicações associadas com a Síndrome. Uma criança com má formação cardíaca, por exemplo, precisa ser seguida de perto por um cardiologista. Quem tem hipotireoidismo - problema presente em cerca de 15% dos Downs e que pode prejudicar muito o seu crescimento - precisa fazer exames periódicos para controlá-lo. Fique de olho também nas gripes, nos resfriados e nos problemas respiratórios frequentes. Se não são cuidadas no princípio, podem virar complicações mais sérias, como a pneumonia. No geral, a única diferença que uma criança com Down exige é que os tratamentos ocorram mais rapidamente. Combine a melhor estratégia com o seu pediatra. 

30 - Posso dar papinha normalmente?

Sim, pode. Não há nada de específico na alimentação de um bebê com Down. A introdução dos alimentos sólidos é igual a de outras crianças, respeitando a evolução da textura e o início de certas comidas. Mas a época em que isso vai acontecer precisa ser combinada com o pediatra. Ela pode demorar um pouco mais para aprender a levar o alimento ao fundo da boca e engolir, em vez de mexer a língua para a frente e para trás, como fazia para sugar o peito da mãe. O médico poderá ensinar maneiras de estimulá-lo e com o tempo o bebê comerá normalmente. 

31 - Como eu estimulo meu bebê?

Deixe-o viver e o acompanhe. Trate seu bebê normalmente, sem restrições por ele ter uma síndrome. Mostre brinquedos coloridos, cante para ele, deixe outras pessoas interagirem. E apresente-lhe o mundo. Com o tempo, ele descobrirá as cores, as formas, as texturas, os sons, os cheiros. Converse com ele o tempo todo, contando o que voce está fazendo, mostrando os objetos do seu cotidiano. E vá passear nos parquinhos e nas praças perto de casa, deixando que ele tenha contato com outras crianças. No começo, voce pode ficar ansiosa, com receio de como as outras pessoas irão tratá-lo. E os sentimentos de angústia que viveu quando soube do diagnóstico podem voltar. É necessário trabalhar isso e vencer o medo, pois voces dois terão de enfrentar esse tipo de situação sempre. Por que não chamar uma amiga ou um parente para ir junto da primeira vez e dar a voce mais confiança? Converse com outros pais e descubra a sua melhor maneira de lidar com a situação. 

32 - É preciso ter muito dinheiro para criar uma criança com Síndrome de Down?

Não. Muita gente acredita que, quanto maior os recursos financeiros, mais uma criança com Síndrome de Down pode se desenvolver. Não é verdade. Primeiro porque existem vários órgãos do governo que oferecem assistencia gratuita (fisioterapeutas, fonoaudiólogos...). E depois porque os estímulos e as interações vividos com os pais é o que mais o fará se desenvolver. Uma mãe que leva seu filho ao médico de ônibus e vai conversando com ele sobre o caminho e mostrando o mundo está interagindo muito mais do que pais com muito dinheiro, que proporcionam os melhores médicos e cursos, mas não conversam com a criança. 

33 - Como lidar com os irmãos?

Quanto mais naturalmente a Síndrome de Down for tratada na família, mais os irmãos seguirão o exemplo. Crianças não tem os mesmos sentimentos e expectativas dos adultos e vão ver o irmão Down como outra criança qualquer, disposta a brincar e se divertir. Pode ser difícil no começo, mas distribua sua atenção com justiça. O filho Down não precisa ser o mais mimado nem tratado como o protegido nas brincadeiras. Os irmãos devem ter cuidado apenas porque ele é uma criança menor e não por que tem a Síndrome. 

domingo, 22 de maio de 2011

Manchas na pele durante a gravidez

O problema é bastante comum devido a variações hormonais típicas do período. A boa notícia é que dá para amenizá-las
 
Lígia Menezes

Manchas na pele durante a gravidez  
 
1. Por quê, em algumas mulheres, aparecem manchas no rosto durante a gravidez?

As manchas na pele, chamadas de melasma ou cloasma, podem surgir a qualquer momento, e não apenas na gestação. Isso porque, além de serem hereditárias, são desencadeadas por alterações hormonais e exposição ao sol e ao calor. Logo, um simples cisto no ovário ou a mudança de anticoncepcional, por exemplo, podem fazer com que elas pintem a pele.
No rosto, são frequentes nas protuberâncias ósseas. “E a grande quantidade de hormônios da gestação estimula as células responsáveis pela pigmentação, tornando-as hiperativas”, explica o ginecologista Eliseu Tirado, do Hospital Bandeirantes, em São Paulo.

2. Pintas e sardas também podem aparecer durante a gestação?

Sim, aliadas a vasinhos no rosto, perto do nariz, cuja formação também é induzida pelos hormônios. “Inclusive, as pintas já existentes podem aumentar de tamanho”, diz a dermatologista Kátia Lutfi, de São Paulo.

3. E no corpo, que tipos de manchas costumam surgir?

Não raro, aparecem pintas pelas costas e no colo, além de descamações na pele. Sem contar as regiões da genitália, o períneo, as axilas e a parte interna das coxas, que também tendem a escurecer um pouco. A “marca” mais comum na gravidez, porém, é a chamada linha nigra, caracterizada por uma linha escura entre o umbigo e os pelos pubianos. “Essa, porém, desaparece logo após o parto”, garante a dermatologista Bianca Maldaun, de São Paulo.

4. É verdade que os seios também podem ficar manchados?

Não. Segundo o dermatologista Agnaldo Augusto Mirandez, diretor da Clínica Perfetta, de São Paulo, o que ocorre nos seios não são manchas, e sim o escurecimento das auréolas mamárias devido ao fortalecimento natural da pele, para a amamentação.

5. Há meios de prevenir e evitar as manchas durante a gestação?

O melasma é hereditário. Portanto, é bom investigar se sua mãe, avó ou tias apresentaram escurecimento de pele durante a gravidez. Em caso positivo, é preciso redobrar a proteção solar nessa época, pois a exposição ao sol pode desencadear ou agravar o problema. Vale consultar seu dermatologista e pedir um protetor solar indicado para o seu tipo de pele.
Além disso, evite entrar em locais muito quentes e fechados, como um carro exposto ao sol durante muito tempo – isso também pode intensificar o quadro.

6. Existe tratamento?

Sim. Segundo a ginecologista Elisabete Dobao, do Rio de Janeiro, existem diversos tipos de tratamento para as manchas, que vão desde o uso doméstico de cremes clareadores até a aplicação de ácidos para peelings, tratamento com laser e luz pulsada, também feita em consultório. Porém é preciso esperar o bebê nascer para iniciá-los. Apenas um dermatologista poderá avaliar cada um dos casos e receitar a melhor maneira de atenuar ou até dar fim ao problema. 

sábado, 21 de maio de 2011

Dor de estômago na gravidez é problema para lá de comum

Dor, queimação e mal-estar são reclamações corriqueiras entre boa parte das grávidas. Entenda por que o estômago é tão afetado na gestação e ainda como amenizar esses incômodos
 
Por Ligia Menezes

Dor de estômago na gravidez é problema para lá de comum


1. Por que é tão comum sentir dores de estômago na gestação?

Na gravidez, o estômago libera uma quantidade maior de enzimas digestivas, responsáveis pela quebra do alimento, principalmente nos quatro primeiros meses. Isso pode se traduzir em queimação e dor. E, de acordo com o ginecologista Eliseu Tirado, do Hospital Bandeirantes, de São Paulo, o incômodo pode ser ainda maior nas mulheres que já apresentavam, antes da gestação, problemas como refluxo, gastrite ou úlcera.
“Além disso, nessa fase, uma válvula, que se encontra entre o estômago e o esôfago, tem seu funcionamento prejudicado. A consequência é o retorno do suco gástrico, o que também traz a sensação de mal-estar”, completa o ginecologista paulista José Bento de Souza. O excesso de nervosismo e a ansiedade, muitas vezes comuns no período, podem piorar ainda mais o quadro de dor.

2. Toda gestante sofre com o problema?

Não, mas ele é bem comum. Isso porque, durante a gestação e com o crescimento do útero, o estômago e outros órgãos acabam sendo comprimidos. “O útero cresce, em média, 4 centímetros por mês”, diz o ginecologista Eliseu Tirado. Fazer pequenas refeições, ao longo do dia, ajuda a aplacar a fome sem causar episódios de dor. Exagerar na quantidade das porções tem o efeito contrário: é dor na certa. 

3. O processo digestivo da grávida é prejudicado?

Sim. Não só o funcionamento do estômago sofre danos mas também o intestino, que trabalha em ritmo mais lento por causa da ação dos hormônios típicos da gestação. Daí muitas mulheres se queixarem de problemas de “intestino preso” nessa fase. “Muito comum ainda é o aparecimento de hemorroida, devido à dilatação das veias”, explica Bruno Zilberstein, diretor do Serviço de Cirurgia Bariátrica do Hospital Bandeirantes, de São Paulo, e professor associado do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da USP. 

4. Como amenizar esses incômodos?

Algumas medidas simples podem reduzi-los. Aumentar a quantidade de alimentos ricos em fibras dá uma força ao intestino. Assim como beber muita água ou suco ao longo do dia. Para diminuir a dor no estômago, vale evitar pratos gordurosos, mastigar várias vezes a cada garfada e não exagerar nas porções. Não tomar líquidos nas refeições também é uma boa pedida. 

5. Tudo bem tomar remédios para queimação e dor de estômago?

Sim, é possível acalmar a dor com medicamentos desde que eles sejam receitados pelo obstetra, que saberá indicar as fórmulas permitidas para a gestante.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

12 Semanas

É provável que nesta semana você faça seu 1° ultrason. Muita anciedade???
O 1° ultrasom é tranquilizador, pois é realizado para checar o progresso e o desenvolvimento do bebê.

Seu rosto está cheio de espinhas? Parace que voltou à adolescência? Não se preocupe, durante a gravidez sua pele está suscetível a alterações. Algumas mulheres desenvolvem manchas ou acne, devido aos altos níveis de progesterona. O contrário também pode acontecer e você acabar ficando com a pele seca. A secura pode piorar na região abdominal à medida que o bebê se desenvolve e sua pele estica.

Enquanto isso... na nossa barriga:



- A cabeça agora está mais arredondada. Os ossos da frente do crânio continuam a se expandir e a recobrir a cabeça, protegendo as estruturas do delicado cérebro que está ali. O ponto mais frágil, a moleira, entre os ossos do crânio, no centro, continua a se desenvolver durante a gravidez e a infância.

- A boca pode abrir e fechar, permitindo que o bebeê engula e boceje.

- O coração do bebê é rápido, cerca de 160 batimentos por minuto, o que é um batimento 2x mais rápido que o nosso. Entre a 11ª e 13ª semanas os batimentos já podem ser ouvidos através do estetoscópio.

- O cordão umbilical está completamente formado, assegurando que os nutrientes vitais de sua corrente sanguínea, como a glicose, sejam transportados para o bebê por meio da placenta. O cordão alonga-se durante a gestação.

- Os intestinos, antes alojados na base do cordão umbilical, moveram-se para dentro da cavidade abdominal, onde agora há espaço.

- Seu útero está começando a se erguer, saindo da cavidade óssea da pelve.
- As orelhas estão quase em posição definitiva na cabeça.

- Os membros estão completamente formados e estão crescendo; o bebê vai mexer-se, multiplicando suas posições.